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TEMOS NOVO BLOG – NÃO USAMOS MAIS ESSE


Prezados Sonhadores,

Algumas pessoas ainda estão usando este blog, mas pedimos para migrarem para o novo que já está a todo vapor.

Grato

Claudemir Oliveira, PhD

 

ESTE É O LINK DO NOSSO NOVO BLOG

ttp://www.seedsofdreams.org/blog/

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TEMOS UM NOVO BLOG, SITE. NÃO ESTAMOS MAIS USANDO ESTE BLOG E SIM O NOVO. VEJA LINK ABAIXO DA FOTO.


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Prezados sonhadores,

Sim, faz um bom tempo que não nos falamos por aqui. Levou um bom tempo para o site ter um novo “look” e para melhorar a interação com nossos clientes, resolvemos deixar tudo dentro do site, assim, você não precisa ficar “pulando” de site para site. Ainda estamos em fase de transição, mas acredito que você vai gostar muito. O novo site blog está neste link:

http://www.seedsofdreams.org/blog/ (Já colocamos lá todos os artigos que estão neste blog)

Se você notar, no fundo da página tem dois quadradinhos onde você pode se registrar para continuar recebendo nossas informações. Super simples, Menos de 20 segundos pois só pedimos nome e email. Peço que por favor se registre lá. Até que a transição seja completa, pode ser que volte aqui uma vez ou outra, mas a ideia é migrar tudo para o novo site.

Como tenho um respeito enorme por você e por causar esta incoveniência, na próxima quinta feira, as 21 horas de Brasilia, farei um webinar sobre Psicologia Positiva e caso você não tenha visto ainda, pode se registrar gratuitamente (enquanto tivermos vagas) neste link:

http://seedsofdreamsinstitute.adobeconnect.com/psicologia-positiva/event/registration.html

Muito obrigado e estamos trabalhando para uma melhor intereração com cada um de vocês!

Claudemir Oliveira, PhD

Fundo 2

 

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E se o seu sonho começasse numa garagem?


Prezados Sonhadores,

Sou fascinado com histórias de gênios que começaram suas empresas em garagens. Uma lição para todos nós que já começamos ou dentro de casa ou num escritório. Espero que gostem.

Nosso programa Turismologia esgotou e abrimos um outro para setembro. Varejologia temos algumas vagas e devemos lançar nas próximas semanas o Transcedência em Serviços e Gestão de Pessoas.

Para quem gosta de vídeos curtos, criamos alguns sobre nossa missão, visão e valores. Se puderem se registrar no nosso canal do youtube, agradecemos. Um novo website está sendo desenhado e, como já perceberam, nosso logo mudou. Agora, os morangos ganharam, literalmente, asas para voar (veja abaixo do artigo).  Este é o link do youtube de nossa empresa:

https://www.youtube.com/user/589972032

Um ótimo final de semana e cliquem DUAS vezes na imagem para ler o artigo.

59 pp sonhos em garagem SEM date

logo 1 JPG

CampanhaMarca - SeedsOfDreams - Logo

NovaMarcaOKEmPé

PSICOLOGIA POSITIVA

Claudemir Oliveira, PhD*

SONHOS EM UMA GARAGEM

     Tenho assistido muitos vídeos do Steve Jobs que me inspiraram a escrever este artigo. Uma das passagens que mais me impressionou foi quando ele fala sobre riscos, no início de sua empresa: “Não tínhamos nada a perder, eu tinha 20 anos na época, o Wozniack tinha seus 25. Não tínhamos absolutamente nada a perder. Não tínhamos família, filhos ou casas. Wozniack tinha um carro velho, eu tinha um Volkswagen velho também… tínhamos tudo para ganhar. E percebemos que mesmo que a gente quebrasse, queimasse, perdesse tudo, a experiência seria dez vezes mais valiosa que o custo da perda. Não havia risco!” Isto também me faz lembrar da frase de Theodore Roosevelt: “É muito melhor lançar-se em busca de conquistas grandiosas, mesmo expondo-se ao fracasso, do que alinhar-se com os pobres de espírito, que nem gozam nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta onde não conhecem nem vitória, nem derrota.”

Fiquei fascinado com a parte que Steve fala da riqueza da experiência, caso viesse a fracassar. Ele usa literalmente o verbo “quebrar” e “queimar”. Mesmo assim, a experiência seria 10 vezes mais valiosa. O que dizer desta afirmação?

Lembrei-me da conferência de Coaching da Harvard que participei em 2013 onde falavam de nossa zona de conforto, zona de aprendizagem e zona de risco. Steve Jobs está literalmente dizendo que ao entrar na zona de perigo, nós crescemos, nós aprendemos, saímos melhor do que entramos. Em 2013, tive de entrar em zonas de riscos algumas vezes, criando novos programas de negócios, eventos pelo Brasil e apenas um deles posso considerar que financeiramente foi um “fracasso”. No entanto, as lições tiradas da experiência valeram dez vezes mais que o que foi perdido, para usar a mesma analogia do Steve Jobs. Aplicar o aprendido torna a empresa mais lucrativa a médio, longo prazo. Sair da zona do conforto é importante porque, ao acertar ou errar, você sai ganhando. Não estou aqui dizendo para que saiamos todos cometendo erros, não é isto. Até riscos podem e devem ser calculados, caso contrário, chamaríamos de “suicídio”. Não é o caso. Mesmo no exemplo da Apple, eles eram calculados. Como? O próprio Steve diz que só tinha um carro velho, não tinha família, não tinha filhos, ou seja, ele está aí fazendo cálculos. O problema é que muita gente não consegue dimensionar uma situação e acaba achando que o possuído é muito e não quer abrir mão de nada. Portanto, zona de conforto pode significar zona da estagnação. Água morna adormece qualquer um. Às vezes, precisamos ir para o gelo ou para o fogo. Adoro a frase, se não me engano é de Shakespeare, “mares calmos não fazem bons marinheiros”.

Todos sabem de minha paixão por Walt Disney. Ele e seu irmão Roy Disney começaram seu estúdio na garagem de seu tio com USD 500,00 dólares emprestados. Isto mesmo: não foi na garagem deles, nem com o dinheiro deles. No Seeds of Dreams Institute, nossos valores são inspiração, transpiração, transformação e transcendência. Nos negócios de gênios como Steve, Disney e tantos outros é a inspiração que os move. A garagem é a transpiração, é onde regamos nossas sementes de sonhos com água, suor e lágrima. A transformação é todo sonho dentro da garagem transformado em realidade, ou seja, a Apple, a Disney, etc. E transcendência, Claudemir? Seus criadores não estão mais presentes, no entanto, suas empresas continuam a inspirar, continuam a transpirar, continuam transformando gerações e, óbvio, continuam transcendendo. Semana passada, o presidente da FCU, Dr. Anthony Portigliatti, me falava do poder de não subestimar o “intangível”. Lembrei de nossa conversa porque os sonhos destes criadores pareciam ser intangíveis. Para usar uma expressão da Psicologia Positiva, os sonhadores vivem em “flow”, vivem tão compenetrados em seus sonhos que se esquecem de qualquer adversidade. Henry Ford dizia que “obstáculos são aquelas coisas terríveis que você vê quando desvia os olhos de seu objetivo”. Aí está o segredo. São garagens sem teto, onde a imaginação voa solta no infinito celeste e além.

Abro um parêntese para fazer justiça àqueles que trabalham por trás das cortinas, nos bastidores; no caso da Apple e da Disney, existem duas pessoas que não recebem o holofote justo pelo que representam para estas duas empresas extraordinárias. Steve Jobs, muito provavelmente, não teria sucedido com a Apple se não fosse pela genialidade de Steve Wozniak.

No caso da história de Walt Disney, área que pesquiso há mais de 20 anos, posso afirmar que, sem Roy, a empresa não existiria. Tenho vários argumentos, mas devido a espaço, sempre lembro que Walt Disney faliu duas vezes antes de se unir ao irmão, um gênio financeiro. Walt era mais criativo, mas era seu irmão que contava os centavos.

A resposta porque isto acontece, ou seja, apenas um aparece, vem do próprio Walt Disney. Ele dizia que o holofote sempre fica melhor apenas numa pessoa. E não se assuste, ele levou isto ao pé da letra. Conta a história que foi o próprio Walt Disney que mudou o nome Disney Brothers Studio para Walt Disney Studios. O ego de Walt não era nada pequeno. Mais uma razão para eu admirar Roy Disney, pois estava feliz em ajudar o irmão a realizar seus sonhos. Não se incomodava tanto em ter o segundo posto.

Naturalmente que a própria essência de Steve Jobs e Walt Disney os levariam ao holofote. Minha questão é apenas de reconhecimento àqueles que trabalharam por trás das cortinas.

Ao pesquisar as empresas que foram fundadas em garagem, notei algo bem interessante. A maioria delas sempre começaram com duas pessoas. A Harley Davidson, em 1903, fundada por William Harley e Arthur Davidson; a Disney, por Walt Disney e Roy Disney, em 1923; a HP, em 1939, por Bill Hewlett & David Packard, numa garagem de uma casa alugada; a Mattel, em 1945, por Ruth Handler e Elliot Handler; a Nike, em 1964, por Phil Knight & Bill Bowerman; a própria Apple, em 1976, por Steve Jobs e Steve Wozniak; Google, por Larry Page e Sergey Brin, em 1978; existem mais casos como a Amazon, Intell, Brother’s Wright, Youtube, além dos casos de sucesso que começaram num quarto de universidade como Facebook e Dell.

Fiz questão de listar a maioria, com datas, apenas para ressaltar algo que os novos empreendedores tem de entender. Quase ninguém começa com palácios e o normal é subir pelas escadas. Decididamente não existem elevadores na caminhada para o sucesso. A história destas empresas nos traz a certeza que sonhos são maiores que o espaço físico onde começamos. É a visão extraordinária da colheita que fazem estas pessoas plantarem e regarem seus sonhos dia e noite, noite e dia. É a visão do futuro e não necessariamente do presente e muito menos do passado. Hoje em dia, vejo novos empreendedores com vergonha de começarem com um escritório pequeno. São estes que correm um sério risco de acabar em uma garagem aprisionados por falta de humildade e talvez nunca saiam de lá. Não é o tamanho do local, mas o tamanho de seus sonhos que conta. Você só fica na garagem se seus sonhos forem do tamanho dela. Sonhadores que ficam no blá-blá-blá, existem milhões. São poucos os que pagam o preço. Por isto, temos de nos espelhar nestas pessoas que fizeram, desde suas garagens, o mundo mudar.

Para terminar, uma garagem é como uma semente que, ao ser plantada e germinada no terreno correto, com a visão e dedicação correta e constante, dará sombra e frutas em abundância por gerações. Hoje, devemos ser gratos a estes gênios que nos presenteiam, diariamente, com suas colheitas. “Feliz do homem que planta árvores sabendo que não usufruirá da sombra, nem dos frutos”. Ele nos deixa legado.

 

* É presidente do Seeds of Dreams Institute, jornalista, pós-graduado em Marketing (ESPM) e Comunicação (ESPM), mestrado e PhD em Psicoterapia (EUA), com foco em Psicologia Positiva. É membro vitalício da Harvard University e referência internacional em Psicologia Positiva. Vive em Orlando desde 2000. Contato: www.seedsofdreams.org  

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Empreendedor-Caçador


Prezados Sonhadores,

Este artigo escrevi em Novembro e não o tinha publicado aqui. Estava esperando uma oportunidade. Como comecei o ano com mais um fornecedor querendo brincar comigo, resolvi postar. O fornecedor me disse que só pode me atender depois de março. Isto aconteceu ontem. O artigo é de Novembro. Ou seja, os incompetentes continuam rondando nossa praia.

Boa leitura e espero que você tenha grandes fornecedores ao seu lado no caminho do sucesso. Eu continuo buscando!!

Claudemir Oliveira, PhD

P.S. Clique DUAS vezes sobre a imagem para uma melhor leitura

49 PP EMPREENDEDOR  Nov 2013 com TITULO

PSICOLOGIA POSITIVA

Claudemir Oliveira, PhD*

   EMPREENDEDOR-CAÇADOR                                                                                                                                               

     A vantagem de escrever esta coluna é que posso abordar temas pessoais e profissionais, sempre sob o ângulo da Psicologia Positiva. Hoje, quero passar um pouco minha visão de empreendedor e os desafios que enfrentamos na busca do crescimento.

Quem me conhece sabe da minha paixão por agilidade no mundo dos negócios. O Charles Darwin escreveu que “não é o mais forte, nem o mais inteligente que sobrevive, mas aqueles que se adaptam mais às mudanças”. Eu acredito que ele poderia deixar a frase ainda mais perfeita se usasse a palavra “se adaptam MAIS RAPIDAMENTE”.

Pois bem, começo com uma parte do hino nacional para exemplificar o que sinto em muitas empresas: “deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo…” Eu já me não me considero apenas empreendedor, mas empreendedor-caçador, pois se você não caçar os fornecedores, eles continuarão deitados nos braços de Morfeu. A minha indignação é porque não estou falando de “caçar” clientes, algo normal em qualquer corporação. Estou falando de caçar incompetentes que estão sendo pagos pelos serviços, ou seja, puro negócio. Existe tanta gente “dormindo” no mercado que, mesmo eliminando os que vão aparecendo pela frente, sempre encontramos outros na busca incessante de encontrar o parceiro ideal.

Engana-se quem acha que estou falando de empresas pequenas. Falo de empresas de grande porte e renomadas no mercado. Falo de grandes empresas em várias áreas de mercado, em especial eventos, onde meus negócios estão mais diretamente envolvidos. É muito comum solicitar um orçamento para um hotel, por exemplo, e demorar dias, semanas, e NÃO se assuste, meses para receber uma resposta. Minha intolerância a ver isto numa empresa é porque eu não consigo imaginar o Seeds of Dreams Institute receber uma mensagem sobre negócios e demorar mais que 48, 72 horas para retornar com um posicionamento.

É aí que entra minha analogia de caçador. Precisamos fazer o famoso “follow-up” perguntando qual é a parte que o fornecedor ainda não entendeu. A vontade que tenho é de perguntar se eu preciso desenhar. Volto a repetir, temos de caçar para pagar? Preciso caçar o incompetente para entregar negócios. É surreal. É um pesadelo. Ou você, empreendedor, não fica louco em não conseguir falar com a gerente do teu banco para falar de negócios? Não é para pedir empréstimo. É para gerar mais lucratividade. Em certa ocasião, precisava emitir boletos para todos os meus clientes no Brasil. Não recebendo respostas ágeis do banco, mudei o foco e passei a cobrar no Brasil em cartão de crédito internacional. Todo o dinheiro que potencialmente iria para o tal banco mudou para uma instituição americana. Não cito nomes porque aprendi cedo a não criticar publicamente (salvo raríssima exceção) nomes de pessoas ou empresas. A crítica faço de forma privada. E sempre a faço, mas NÃO resolve quase nada porque quem é incompetente não aprende em alguns minutos de “sermão”. Que abram espaço para quem não dorme em berço esplêndido. Uma de minhas contas correntes de “mudou” minha gerente 4 vezes e eu só fico sabendo quando tento falar com o banco. Ou seja, NUNCA recebi um telefonema, um e-mail de que pudesse aumentar nossa relação, nossos negócios. Ser gigante não significa necessariamente ser excelente. Gigantes nadando em dinheiro, mas mostrando vários sinais de fraquezas o que, a longo prazo, pode ser preocupante. Vejam o exemplo do gigante Eike. Todos caímos quando queremos abraçar tudo ao mesmo tempo.

Apesar de ter usado o hino nacional para falar de algumas empresas nacionais, minha experiência nos Estados Unidos não é muito diferente. Aqui também se subestima a inteligência do cliente.

Deixe-me exemplificar: nos muitos eventos que coordeno aqui em Orlando, nas negociações com os vários hotéis, precisamos incluir os cafés da manhã, “coffee-break”, almoços, jantares, etc.  Uma das experiências foi que pedi que várias frutas fossem servidas nos intervalos e, acredite se quiser, havia sim laranjas, maçãs, peras e até abacaxis. Detalhe: nenhuma descascada. Sim, o hotel acha que é muito inteligente e, ao ser questionado por mim, me respondeu que havia facas ao lado das frutas. Vocês acham que um executivo que está pagando por um programa de negócios vai descascar laranjas e abacaxis num intervalo? A estratégia do hotel, já que eles acham que eu sou estúpido, é exatamente utilizar estas mesmas frutas em outro momento. Uma estratégia muito, muito pobre em todos os sentidos. As empresas precisam ser lucrativas de forma inteligente. Se você acha que o que pagamos por estes “serviços” é barato, em geral, pagamos umas 5 vezes mais do que se paga num restaurante normal. E por que pagamos isto? Pela conveniência de nossos clientes. Não temos, muitas vezes, tempo suficiente para sair para restaurantes, pois nossos programas de negócios são intensivos. Até acho justo que os hotéis cobrem, mas precisam entregar mais.  Como estão subestimando minha inteligência, estou aos poucos deixando esses mesmos hotéis com as facas e com os abacaxis para eles descararem porque tenho planos melhores para meus clientes. Pouco a pouco, deixarei também os pepinos para que eles aprendam a respeitar clientes que pagam bem caro para receber um serviço, um produto tão barato.

Depois desta experiência, mudei para outro hotel e expliquei o que havia acontecido com as laranjas e os abacaxis. Pois bem, quando chegou o momento da verdade, ‘percebi que haviam cortado, sim, as laranjas, mas as mesmas continuavam com as cascas. Resultado: quase ninguém tocou nas laranjas mais uma vez.

Neste mesmo hotel, também percebi que não havia água em cada uma das mesas dos participantes; havia apenas um galão de água no fundo da sala. Indaguei o motivo e o colaborador, na maior cara de pau, me responde que é para reduzir custos, que colocar água nas mesas gera muito trabalho para eles. Vejam que interessante: as empresas, agora, estão pensando na conveniência delas e não dos clientes.

Prezado leitor, posso ou não posso ser INTOLERANTE com os exemplos acima? Isto é mais comum do que se imagina e, repito, em grandes redes de hotelaria, grandes marcas.

O que estaria acontecendo? Eu continuo apertando uma tecla de que o pessoal de linha de frente precisa urgentemente ver o negócio como se fosse dele. Se os empresários, os donos dos negócios não começarem a se preocupar com contratação, retenção de talentos, a tendência é desastrosa. Se os donos dos negócios estão pensando em reduzir custos a qualquer preço estarão numa estratégia de lucratividade suicida. A longo prazo, será um desastre financeiro. Mais um detalhe: os líderes precisam estar mais presentes na linha de frente para entender melhor seus negócios. A visão da sala confortável com ar condicionado é diferente da visão do chão de fábrica sem ventilador.

Nos exemplos citados acima, nem acho que a responsabilidade caia totalmente sobre os colaboradores, mas principalmente sobre a liderança da empresa que, provavelmente, também está dormindo em berço esplêndido. E como diz o ditado, “camarão que dorme a onda leva”. Na minha empresa, Seeds of Dreams Institute, procuro outras ondas onde os fornecedores e colaboradores estão bem acordados, gostam de trabalhar, gostam de produtividade e gostam de lucratividade. Na minha empresa, não temo sair da zona de conforto (onde se aprende muito pouco e onde residem muitos incompetentes) para a zona de aprendizagem e, algumas vezes, para o que chamamos de zona do pânico, de altos riscos.

Claudemir, e onde está Psicologia Positiva do texto? Ervas daninhas (incompetentes) precisam ser arrancadas pela raiz do seu jardim. Mais um? Não durmo em berço esplêndido!

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Momento “Lucky”


Prezados Sonhadores,

Começamos o ano com aprendizados. Nunca imaginei que estaria aqui escrevendo sobre a relação minha com um pequeno cachorro. O belo da vida está aí. Aprendemos todos os dias e entendemos que nunca devemos dizer nunca. Minha grande lição em tão pouco tempo é que a teoria (o que eu acho sobre um cachorro) é TOTALMENTE diferente de ter, conviver com um cachorro. Ou seja, a teoria está um pouco distante da realidade, de uma forma positiva, claro. Um forte abraço e um Feliz Ano Novo mais uma vez!

Claudemir

Clique sobre a imagem DUAS vezes

1 PP Momento Lucky Jan 2014 SEM data

 

PSICOLOGIA POSITIVA

Claudemir Oliveira, PhD*

 MOMENTO “LUCKY

Começo 2014 com muita sorte, pois adotamos um cachorrinho que demos o nome de “Lucky” (sortudo). Por muito tempo, resisti à ideia de ter um cachorro devido às viagens e também porque não conhecia a fundo os benefícios de ter este tipo de companheiro. No último artigo, ao falar da graduação do meu Ph.D, falava da importância do doutorado da vida. Pois bem, Lucky cai como uma luva para teorias que aprendemos todos os dias, aprendemos das pessoas e agora posso falar que aprendemos dos animais. Lucky, em tão pouco tempo de convívio, apenas um mês, já me deu várias lições; a principal delas é que uma coisa é falar de um cachorro, outra é ter um cachorro. Depois do Lucky, ficou bem claro para mim que a teoria não passa de um mero rascunho da realidade. A ótima notícia, claro, é que a prática é bem mais interessante. Através do Lucky, minha conscientização de não falar com autoridade de algo que não conheço se aprimorou ainda mais. Sabe aquela sensação de nunca dizer nunca?

Hoje, entendo quando alguém fala com dor da perda de um animal de estimação. Antes, entendia, mas não sentia de forma tão profunda. Não tinha conhecimento da alma canina. Simples assim.

Regra da primeira semana: não pode subir no sofá. Regra da segunda semana: pode subir no sofá; regra da terceira semana: não pode entrar no carro; regra da quarta semana: pode entrar no carro… Às vezes, nem acredito que estou escrevendo isto, mas é a pura realidade, algo indescritível. Às vezes, me pego sendo mais moleque que ele ao brincar com provocações de mordidas inocentes. Não entendia quando amigos me falavam que estavam com saudades de seus bichinhos de estimação quando viajavam. Eu já estou com saudades antes mesmo de viajar. O que dizer de sua alegria quando ouve o barulho da porta da garagem se abrindo? E seus pulos dignos de atletas olímpicos? Eu não tinha ideia do valor da festa celestial feita ao chegar em casa. A sensação que tenho agora é que seu amor é tão intenso que seu coração explode de tanta felicidade, deixando pedacinhos deste estado emocional por toda a casa, durante todo o dia.

Mas ele não é apenas energia. Ele tem seus momentos de calmaria. O que dizer quando você está sentado vendo um filme e ele, em respeito a você, simplesmente encosta sua cabecinha nas nossas pernas e adormece ali mesmo?

Finalmente entendi que é um equívoco achar que eles vivem pouco. Eles vivem até mais anos do que nós mesmos, pois eles vivem a vida INTENSAMENTE. Entenderam? A vida não deve ser contada por número de anos, mas por experiências vividas. Hoje, chegamos facilmente aos 80 e não necessariamente vivemos este tempo, pois há muita gente simplesmente passando pela vida. Se um cachorro falasse, dificilmente você ouviria esta frase tão comum ao ser humano: “puxa, como o ano está passando rápido”. O ano não passa rápido, somos nós que estamos sendo trapaceados diariamente pelo “entretenimento” moderno. Os grandes gênios do passado viveram menos da metade de anos que os gênios modernos. No entanto, mesmo sem Apple, Google, e todo o volume de informação e tecnologia disponíveis hoje em dia, eles não podem ser considerados ignorantes. Portanto, não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. Não é uma questão de quantos anos se vive, mas de COMO você vive estes anos.

Sim, sim, é triste sair de casa e deixar o Lucky sozinho, mas quanto mais tristes ficamos mais indica o tamanho de nosso carinho por eles. Portanto, existe um certo amadurecimento na forma de gostar de um animal e isto acaba gerando ainda mais carinho que temos pelas pessoas. Hoje, vejo a interação entre um desses animais com crianças e fico babando. Que combinação mágica: crianças e cachorros.

Lucky me ensinou que a felicidade pode ser conquistada com QUALQUER UM. Ele está feliz com quem está do lado dele. Se eu saio, quem fica passa a ser sua alegria. Ele não deixa de viver porque eu ou minha amada Deborah não estamos em cena. Ele não escolhe. Ele vive. Se alguém o ignora, simplesmente busca alguém que o ama. Ele valoriza o que tem ao seu redor, não fica bajulando quem não o quer (a não ser se o assunto for comida). Sabemos viver assim? De uma forma generalizada, nem sempre, pois somos possessivos, intransigentes, tem de ser tudo do nosso jeitinho; queremos o mundo ajoelhado aos nossos pés. Não é o caso dele. É feliz com o que tem e pronto.

Como psicólogo, já sabia dos inúmeros benefícios de animais que, inclusive, são usados em terapia. E como adoro Psicologia Positiva, vou dar minha versão do Lucky sobre esta ótica. Sim, ele apronta suas, mas é 99.9% alegria e eu não dou bola para o 0.01%. Eu nunca quis ter um cachorro, além das viagens, porque também achava que dava muito trabalho. Trabalho? Que trabalho? Vamos lá as descobertas: meu colesterol já baixou, pois minhas caminhadas agora são constantes (incluindo finais de semana), duas ou até três vezes ao dia com um mínimo de 30 minutos. Detalhe: ele gosta de caminhar rápido e basta um esquilo ou passarinho aparecer que ele decide “voar”. Ou seja, além de terapeuta, é meu “personal trainer”. Lucky me dará mais alguns anos de vida. Há preço para isto? Em algumas destas caminhadas, minha amada esposa, a quem devo este presente de Deus, nos acompanha, dando a possibilidade de falarmos mais sobre a vida. Além de brincar, ele dorme durante grande parte do dia. E quando não está dormindo, fica do nosso lado. Neste exato momento em que escrevo, está me olhando e é tão inteligente que até parece que sabe que estou escrevendo sobre ele. Do jeito que a coisa está indo, daqui a pouco ele vai pedir para revisar e aprovar o texto.

Deixei para o final deste artigo para falar de outro apelido que dei ao nosso Lucky. Chamo-o também de meu jabuticaba porque seus olhinhos tem o formato igual a esta fruta. Deixei para o final porque já diz o ditado que os olhos são as janelas da alma. Pois bem, os olhinhos dele são mais que janelas, são um verdadeiro céu de alma. Olhar para os olhos do meu Lucky é entender sua essência, é entrar em “flow”. Eu também não sabia sobre seu apetite, pois, se depender dele, eu teria de alimentá-lo a cada 10 segundos. Às vezes, eu ando dentro de casa com as mãos para o alto para indicar que nada tenho para lhe entregar a não ser meu amor. Se deixar, ele me “assalta” em busca de comida a cada milésimo de segundo.

O que falar de um pestinha que me acompanha até ao banheiro e me observa escovando os dentes e tirando a barba? O que falar de um pestinha que escuta todas as minhas ligações de negócios e me passa a sensação que pode dar alguma opinião? E se eu dissesse que meus negócios tem aumentado depois dele? Resumindo, ele é bom para a saúde física, psíquica e, acredite se quiser, saúde financeira. Um ano novo cheio de “Lucky” para você!

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O sonho de um doutorado nos EUA…


Prezados Sonhadores,

Aqui estou mais uma vez para falar de sonhos. Este me levou 7 anos e não poderia estar mais feliz. Este artigo fala da abertura do meu livro, projeto do PhD e tenho certeza que vocês se identificarão. Minha defesa foi na terça e hoje a noite, sábado, dia 7 de dezembro, as 21 horas de Brasilia, você pode ver como é uma graduação aqui nos EUA. Tive o privilégio de ter uma defesa pública juntamente com nada mais nada menos que o Augusto Cury que também hoje a noite se torna doutor pela mesma universidade. Espero que possam acompanhar ao vivo as 21 horas. Este é o link:

http://www.fcuevents.com/graduation-2013.html

Abaixo o texto e espero que gostem. Obrigado a todos por me acompanhar nestes sonhos. Desejo a todos um Natal abençoado e um ano novo cheio de realizações!!

Claudemir

P.S. CLIQUE DUAS VEZES SOBRE A FOTO

50 pp DOUTORADO sem data

PSICOLOGIA POSITIVA

Claudemir Oliveira, PhD

 IMIGRANTE: ALMA DIVIDIDA

Quem conhece a alma e o calo nas mãos de um imigrante sabe de sua nobreza. Como não acolher alguém que deixa sua pátria em busca de sonhos em terras estranhas? Como não acolher alguém que construiu minha casa, construiu minha estrada, construiu meu carro, cuida do meu jardim e ainda saboreio o suco doce que ele plantou e regou por anos com seu suor? Ah, imigrante, te dou minha legalidade para sanar tua ilegalidade! Como não acolher alguém que tem uma alma dividida em duas? Ah, imigrante, te dou metade da minha alma para te completar e te ver feliz! Ah, imigrante, escreveria um livro inteiro apenas para falar um pouco de tua grandeza. Ah, imigrante, a dureza do calo calado de tua mão esconde a moleza e o grito de teu coração. Ah, imigrante, vejo em teus olhos o sorriso de tua esposa, de teus filhos, teus netos distantes e vejo também o sonho do reencontro. Ah, imigrante, eres meu irmão porque todos nós somos imigrantes. Aqueles que te julgam, se soubessem que também são imigrantes e soubessem o significado da palavra misericórdia, entenderiam quão legítima é tua ilegalidade. Aqueles que te julgam por ser ilegal te pagam migalhas (por ser conveniente) pelo teu honrado suor. Hipócrita quem se aproveita de quem já está no chão e não é grato pelo teu esforço. Ah, imigrante, entendo tua língua porque quero ser teu servo. Ah, imigrante, 67 dias e me ensinastes como é o doutorado da vida. Ah, imigrante, não te troco por muitos engravatados. Ah, imigrante, deportaram teu corpo, mas tua alma continua aqui, afinal ela é dividida entre teus dois países. Ah, imigrante, traduzir teus poemas para tua amada americana me fez poeta. Ah, imigrante, como não te respeitar se me respondes com um sorriso que teu sonho é trabalhar dia e noite para ajudar tua família. Ah, imigrante, teu medo é e sempre será menor que tua coragem, pois não deves jamais esquecer que atravessastes fronteiras, deixastes tua pátria para fazer o que quase ninguém faz. E no topo disto, existem homens nobres como Michael Liberatore, um anjo disfarçado de advogado, um homem com um coração sem fronteiras e do tamanho da terra. Ah, imigrante, sinto no âmago de minha alma tua dor de ter sido algemado diante dos olhos assustados de teu amado filho e tua amada esposa. A dor é ainda maior porque sei que pedistes, implorastes para que a cena fosse feita do lado de fora de tua casa. Ah, imigrante, não defendo tua ilegalidade, mas defendo teu sonho de ser legal. Defendo a tua imensa dor de não ter colo. Finalmente, na minha alma tens cidadania para realizar todas as tuas sementes de sonhos.

O texto acima abre meu livro Psicologia Positiva: a arte de materializar sementes de sonhos, projeto do doutorado finalizado neste dia 3 de dezembro de 2013 aqui nos Estados Unidos.

Dentro de meus estudos na área de Psicologia Positiva, o estudo da imigração sempre me fascinou. Ainda quando estava no meu mestrado, fiz uma visita a Boston e conheci um brasileiro em um restaurante que me fez entender as dificuldades enfrentadas por ele e tantos outros imigrantes. Disse-me que vivia em Boston há mais de uma década. Confidenciou-me que tinha deixado vários filhos em busca do sonho americano. O que mais me impactou foi quando ele me disse que nunca tinha voltado ao Brasil para acompanhar o crescimento de seus filhos, pois sabia que, ao voltar, jamais regressaria para a América. A partir daquela experiência, comecei a me interessar ainda mais pelo assunto. Tenho e sempre terei um grande respeito pelos imigrantes e sempre torcerei pela vida deles e de suas famílias. Tenho firme e vivo o sonho de fundar, no futuro, minha Seeds of Dreams Foundation para ajudar estes seres tão especiais e tantos outros.

Ao terminar um doutorado, o sentimento de agradecimento a todos que participaram direta ou indiretamente do processo é imenso. Muitos que me conhecem sabem que comecei a estudar bem cedo ao ver meus pais passando dificuldades para pagar as contas no final de cada mês. Tinha, então, 13 anos de idade. Nunca parei desde então e não pretendo parar; a maior lição, durante toda esta caminhada, tem sido muito mais que uma experiência educacional, mas uma experiência de vida. Minha grande lição foi, é e será que o doutorado da vida é o nosso maior bem. Ele está acima de qualquer instituição de ensino. Ele é atemporal porque podemos aprender desde que nascemos até o último suspiro. Ele nos dá o significado. No doutorado da vida, aprendi que todos são professores e alunos ao mesmo tempo. Neste doutorado, cada um tem sua linda especialização. Que estas lições me mantenham humilde hoje e sempre para entender, reconhecer, agradecer, apreciar e aprender com todos os doutores da vida que venha a encontrar. Portanto, meu doutorado da vida continua pois há belas teses ainda para serem divididas e não, necessariamente, defendidas.

Para terminar, duas mensagens simples: que o seu Natal e Ano Novo seja repleto de bênçãos, incluindo saúde, paz, alegria e muito sucesso pessoal e profissional.

O grande desafio dos mestrados e doutorados educacionais está na simplicidade e na humildade da comunicação. “Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria…”

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Um presente para você: gravação do webinar sobre visita à Harvard na conferência de Coaching e Liderança


Harvard coaching FINAL

Prezados Sonahdores,

Se você tiver conta no Facebook, talvez já saiba. Decidi dar de presente a gravação do resumo que fiz na viagem a Boston há duas semanas para a conferência de Coaching e Liderança da Harvard University. Tenho certeza que vão gostar. O processo é super simples:

PASSO 1: 

REGISTRE-SE NESTE LINK. Só pedimos email e uma senha. Super simples

http://seedsofdreamsinstitute.adobeconnect.com/harvard-lideranca-coaching/event/registration.html

PASSO 2:

ENTRE no link abaixo (DEPOIS DE FEITO O PASSO 1 ACIMA) e veja todas as novidades de uma das mais conceituadas universidades do mundo.

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Espero que usufruam deste presente!

Até a próxima,

Claudemir Oliveira

Harvard coaching 3

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E se não houvesse amanhã? Novo artigo de Claudemir Oliveira


Prezados Sonhadores,

Meu novo artigo é provocante e espero poder trazer boas reflexões para cada um de vocês. Por você estar registrado no meu blog, tenho um surpresa além do artigo. Os 10 primeiros que entrarem neste blog e se registrarem neste link abaixo, vão poder ter gratuitamente webinar que farei na próxima quinta-feira à noite sobre Coaching. Estive semana passada em Boston onde participei da VI conferência de Coaching da Harvard University e farei um resumo das tendências deste evento. Imperdível e que você poderá usar os aprendizados para sua vida pessoal e profissional. Corra, mas óbvio não deixe de ler o artigo também… rsrsrsr…

http://seedsofdreamsinstitute.adobeconnect.com/coaching-lideranca-harvard/event/registration.html

Se você for um dos 10, você receberá uma resposta confirmando sua participação. Esta é uma forma de agradecer aqueles que me seguem.

Abraços e para ler o artigo, clique DUAS VEZES sobre a imagem.

Claudemir Oliveira

55 Oct 2014 pp SE NAO HOUVESSE AMANHA sem data

   E SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ?

                                                                                                                                                  

Começo este artigo com o refrão da música Pais e Filhos, do Legião Urbana: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã porque se você parar pra pensar na verdade não há. Sou a gota d’água, sou um grão de areia…”.

Há alguns anos, meu amigo e autor americano, Simon T. Bailey, me pediu para escrever um capítulo bem curto em seu livro “Release Your Brilliance” (Liberando seu brilhantismo, numa tradução livre), falando sobre minha opinião sobre a vida. Eis o que escrevi.

Há muitos anos, um amigo me disse que levo a vida como se fosse morrer amanhã. Sorri e simplesmente respondi: “Você costuma levar sua vida como se nunca fosse morrer”.

A genialidade humana reside em compreender o fato de que nascemos e morreremos e de que o importante na vida é aquilo que fazemos enquanto estamos vivos. Não somos velas ao vento – temos o poder de controlar o vento e o fogo até certo ponto.

Minha família foi a razão pela qual despertei para a vida. Sendo parte de 21 irmãos, desejava desesperadamente ajudar meus pais. Meu pai estava doente, porém trabalhava dia e noite. Quando menino, prometi a mim mesmo que o ajudaria a ter uma vida melhor.

Eu tinha uma vida inteira pela frente, porém meu pai já era idoso. Portanto, quando tinha 13 anos, comecei uma corrida contra o tempo. Minha visão era simples: se desejasse vencer na vida, sabia que precisaria estudar, teria de possuir formação educacional e agir mais rápido que todas as outras pessoas. Sacrifiquei minhas noites e meus fins de semana para alcançar minhas metas. Nada poderia apagar de minha memória a visão de meu pai acordando às 3 da madrugada, indo para o trabalho e, muitas vezes, não voltando para casa até meia noite. Registrei na memória como uma dádiva de Deus porque para mim era inspiração para continuar caminhando mais rápido. Se você quer ser um líder brilhante precisa ter entusiasmo naquilo que faz ou não terá a energia que necessita para atingir o topo.

Fiz meu sonho tornar-se realidade. Fui (e sou) capaz de ajudar meus pais e minha família. Sei que, à medida que escrevo estas linhas, ele está presente ao meu lado e orgulhoso do seu menino.

Minha filosofia a respeito da vida é a seguinte: o homem que move montanhas é aquele que carrega pedrinha por pedrinha. A cultura moderna tenta convencer as pessoas de que podem mover montanhas da noite para o dia. Eu não. Penso em termos tradicionais: mover pedra por pedra, dia e noite, enquanto algumas pessoas dormem e outras riem. É deste modo que sigo em frente; é deste modo que moverei o mundo amanhã.

Depois desta introdução, a letra do Legião Urbana deixa claro que realmente não existe amanhã.

Como eu escrevi acima, a grande arte está em entender o ABC da vida. A (nascimento), B (vida) e C (morte). É no B que provamos se valeu ou não esta viagem fascinante. São as ações deste período que darão significado a nossa existência. Nossa vida é como um livro que começa com folhas quase em branco e que nossas ações se transformam em palavras e não o inverso. No livro da vida, não deveria haver espaço para “mimimi” ou “hein-hein-hein”. A vida é um palco onde todos nós somos protagonistas. Infelizmente, vivemos no automático e não nos damos conta do espetáculo que nos chama diariamente. Vivemos como meros atores repetindo inconscientemente um script ultrapassado onde a passividade parece gerar estabilidade. A estabilidade não leva você a lugar algum. A vida é como um passeio de bicicleta onde, para conhecer novos horizontes, precisamos pedalar e nos equilibrar. A vida é um doce desequilíbrio que nos leva a pedalar em busca de uma nova cena.

A passividade a que me refiro é que as pessoas não querem emagrecer; elas querem ser emagrecidas. Uma cirurgia parece ser mais simples que queimar calorias; as pessoas não querem plantar e muito menos transpirar; elas querem os frutos já colhidos, mas se esquecem da lição elementar que o gosto é proporcional ao trabalho da conquista. Quando será que o ser humano entenderá esta simples verdade? Somos seres “borboletas” que precisamos romper o casulo. Queremos ter saúde, mas nos alimentamos mal. Exigimos da ciência que encontre a cura de muitas doenças, mas não queremos pagar o preço, por exemplo, de uma reeducação alimentar. As pessoas não buscam a felicidade, ficam sentadas esperando ela chegar. Já dizia Albert Einstein que é mais fácil quebrar um átomo que mudar um hábito. E ele tinha e tem razão, mas precisamos desafiá-lo ou vamos morrer na praia. Precisamos tomar cuidado com as coisas “fáceis”. Na lei da ação e reação, o belo pode ficar feio, o fácil pode ficar difícil. Precisamos entrar urgentemente em expansão de consciência. Volto a repetir, estamos vivendo no automático e os riscos são enormes. Estabilidade, zona de conforto fazia sentido na antiguidade pela questão urgente da sobrevivência. Nos dias de hoje, zona de conforto pode significar sua prisão física e psicológica. O medo não pode prevalecer sobre a coragem. O caos, às vezes, é o tapa na cara que precisamos. Usando uma expressão coloquial, quem não arrisca não petisca. Quando arriscamos e não dá certo teremos ainda a lição do evento que quase ninguém leva em consideração. Quando acertamos, criamos mais coragem para seguir arriscando e assim a história da evolução humana acontece. Se pararmos para pensar, o desenvolvimento humano é baseado em acertos e erros que se tornam acertos. Os riscos fazem parte da jornada. A vida é um equilíbrio desequilibrado, mas o ditado popular nos ensina que “é no balançar das carruagens que as abóboras se ajeitam”. O tic tac da vida continua e não estar atento a ele é passar pela vida. “Carpe diem” (segurar, aproveitar o dia), expressão latina de Horácio, vem dos tempos antes de Cristo. Já naquela época se falava de aproveitar a vida e olha que no “automático” deles não existia iPhone, iPad, Galaxy, TV a cabo, carros, etc. Imaginem o nível de distração que temos hoje e você vai entender porque podemos, num sopro, passar pela vida sem deixar rastros positivos para futuras gerações. Por estarmos no automático, o tic tac da vida acaba sendo nossa maior distração. Sua vida é como um livro que é dado no momento do nascimento e é publicado no seu dia final. Detalhe: deixar a edição para o final é um grande erro. A tão temida morte é na verdade um “bullying” da natureza, mas ela não é tão má assim. Sob o ângulo da Psicologia Positiva, ela é como o combustível para a vida. A conscientização dela é a energia que precisamos para escrevermos nosso livro existencial. Eu tenho medo da morte, o que significa que preciso fazer ainda mais coisas para honrar a vida. Precisamos entregar mais, pois já recebemos muito diariamente. Precisamos festejar a vida para assustar a tão sonhada morte. O medo obsessivo dela pode estar diretamente relacionado com sua apatia pela vida. Outra razão pela qual devemos festejar a vida é para honrar aqueles que a perderam ou estão prestes a perder. Reclamar da vida quando há milhões de pessoas sonhando em tê-la é, para mim, o maior erro humano.

Para terminar, quando me perguntam se acredito em outras vidas, a resposta é afirmativa por um argumento simples. Preciso reencontrar aqueles que se foram e que amo tanto. A vida não teria sentido se eu não pudesse reencontrar meu amado pai e meus nove irmãos que se foram quando ainda eram crianças. Precisamos sim de outras vidas para melhorarmos, para aprimorarmos, para evoluirmos. Ah, como serei melhor nas próximas, pois a evolução deve ser um caminho sem volta. Se todos estes argumentos não forem suficientes para acreditar em outra vida, que meus sonhos atravessem o tempo e o espaço e se transformem em colheita para as futuras e infindáveis gerações. Que nossos sonhos se transformem em realidade através de um legado eterno.

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A Primavera e o Inverno (Parte II)


Prezados Sonhadores,

Aqui a segunda parte do artigo onde compara as estações com as experiências que passamos na nossa vida. Espero que gostem.

Um abraço cordial e obrigado por tudo!

Claudemir

P.s. Clique DUAS vezes sobre a imagem

54 PP PRIMAVERA E INVERNO part II - sem data

PSICOLOGIA POSITIVA: A PRIMAVERA E O INVERNO (PARTE II)

                                                                                                                                                  

Assim como na vida, quando cortamos uma árvore, a cicatriz fica. Isto não a impede de crescer. Nós também temos nossas cicatrizes e precisamos seguir em frente, precisamos buscar nossos sonhos. Elas indicam apenas que passamos por momentos difíceis mas não deveriam nos paralisar. Estão lá com uma função de apenas nos alertar para tomarmos mais cuidado. Tomar mais cuidado é diferente de ficar paralisado diante de novos desafios. Ter cicatrizes significa que elas não sangram mais e, portanto, a dor física já não existe. Agora é a hora de trabalhar a dor psicológica e seguir em frente. Sempre tomo o cuidado quando escrevo para que meu pensamento não seja distorcido. Não estou dizendo que não sofremos, que não temos um certo medo baseado no que passou. Cada um sabe de sua dor. O que falo é que elas sempre estarão lá. Isto, SEMPRE. Como você vai lidar com ela é onde reside a diferença entre viver um inferno ou uma vida digna de ser vivida. Outro dia, vi um vídeo de uma senhora de 109 anos de idade, Alice Herz-Sommer, que passou pelo holocausto e teria tudo para odiar sua vida. No entanto, quando perguntada sobre a razão de viver tantos anos, ela responde com um sorriso: “Otimismo. A vida é bela quando olhamos para o belo. Devemos ser gratos que estamos vivos. Eu sei que há coisas ruins, mas eu olho para o lado belo, pois há beleza em tudo.” Nem preciso falar do admirável Viktor Frankl, meu psicólogo favorito, e sua experiência nos campos de concentração.

Mais algumas lições que tirei do meu jardim. A primeira e talvez mais importante é que por melhor que você seja como jardineiro, sempre existirão ervas daninhas. Por mais que você se esforce, por mais que você trabalhe, elas vão estar lá. Se você continuar amando seu jardim, siga em frente, pois a outra notícia é que elas são minorias. As ervas daninhas podem até servir como uma forma de você diferenciá-las da beleza preponderante que existe em sua volta. Engana-se quem acha que devemos deixá-las sem atenção. Precisamos sim arrancar uma a uma, se possível pela raiz, mas sabendo que outras virão, assim como o inverno retorna a cada ano. Meu grande conselho é que dedique o tempo necessário, e apenas o necessário, o tempo justo às suas flores, borboletas, passarinhos e algumas ervas daninhas. Concentrar sua atenção apenas nas ervas daninhas atrairá outras para seu espaço. Sabe por que? Simples: porque ao se concentrar nelas, você não tem mais tempo para regar as flores e, assim, a beleza vai sumindo. Cuidado, meu amigo, muito cuidado.

Outra grande lição é que frutos e flores não aparecem do dia para noite. Exigem nossa dedicação, amor, cuidado constante. Isto me lembra o que já falei em várias palestras e artigos. Na natureza, primeiro precisamos entregar para em seguida receber. Isto funciona para as plantas e para as pessoas. Querer o fruto antes de plantar a semente e trabalhar arduamente é para os pobres de espírito. Querer reverter este processo na marra é de uma ingenuidade que não tem tamanho. Conheço muita gente que quer, insiste e, o pior, acredita que pode ter frutos antes das sementes.

No lado profissional o mesmo se aplica. Em geral, eu afirmo algo que muita gente não gosta de ouvir. Se você quiser ter sucesso na sua carreira profissional, especialmente no começo, trabalhando das 9 às 18 horas, pode começar a repensar pois você não vai a lugar nenhum. Estou falando aqui o que tem de ser feito após as 18 horas que pode ser dentro ou fora da empresa, por exemplo, estudando. Outro dia, ao falar para uma pessoa que há dias em que trabalho 18 horas, ela olhou para mim e disse que quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro. Sim, é um ditado antigo. Fui para casa e pensei na frase por uns dois dias, tentando entender se eu não estava sendo ineficiente na empresa. Depois de refletir muito, cheguei à conclusão que o ditado só vem com metade da verdade. Quando observamos grandes líderes do presente e do passado, por exemplo, Walt Disney e Steve Jobs, sabemos que eles decididamente não trabalhavam das 9 às 18 horas. Portanto, mesmo ouvindo algum comentário neste sentido, eles seguiram trabalhando além das 8 horas. A outra metade do ditado e que ninguém fala é a seguinte: sim, trabalho muito, como empreendedor, muitas vezes, decido sobre vendas, marketing, finanças, operações, tecnologia da informação, entre outras áreas. O que ninguém fala é que quando chegar o momento certo de delegar isto, o aprendizado destas áreas será determinante para o sucesso da empresa. Em dois anos como empreendedor, aprendi mais que 20 anos como funcionário. Exagero? O funcionário pode ser fantástico numa área especifica, mas dificilmente ele vai ter uma visão 360 graus. Aí está a beleza de empreender, de ser dono do seu negócio. Para aqueles que me perguntam como encontrar energia para trabalhar além do normal, eu só tenho uma resposta. O segredo está no que você escolheu para sua vida. Se for um sonho, você vai atrás dele. Vira “flow” (fluir) para usar uma das áreas da Psicologia Positiva. É o que diz Confúcio: “escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Se for um pesadelo, é uma questão de tempo para você desistir. Ah, mas você pode ter ainda outra pergunta: mas Claudemir, eu não sei ainda qual é o meu sonho. Minha resposta: continue fazendo bem feito os seus “pesadelos” que garanto que você encontrará o que procura. Engolir sapo faz parte da dieta de todos; a diferença está em quem consegue engoli-lo, sem reclamar muito, e ainda tirar lições da experiência. Estes sempre terão futuro. Portanto, você não vai gostar do que vou afirmar agora, mas se você gosta do seu conforto das 9 às 18 horas não reclame de comer um pouco de poeira. Também, não me entenda mal. Se você é feliz desta forma, siga assim. Cada um encontra seu jeitinho de ser feliz.

No começo, sempre dizia que meus sonhos sempre foram maiores que minhas dívidas, pois sempre me recordo da história de Walt Disney. Considero uma empresa no seu começo como uma construção de um edifício. O alicerce é o que dá sustentação para que o prédio possa “subir”. Gosto tanto desta analogia que digo que o meu alicerce começa, na realidade, no subsolo. Cimento, aço, ferro, tudo de primeira linha. Leva tempo, muito tempo, mas uma vez passada esta fase, sei que posso subir sem medo de cair, sem medo de furacão, sem medo de vento, de tempestade. Verei o oceano azul do topo da mais alta das coberturas.

Para falar um pouco mais do campo, da natureza, outra analogia que uso é que sou um plantador de sementes num vasto campo fértil. Por anos, todos passam e um homem solitário continua semeando, regando toda àquele terra vasta. À primeira vista, parece um trabalho sem resultado, pois vivemos numa sociedade imediatista, mas o plantador sabe que praticamente todas as sementes que estão sendo plantadas e regadas subirão todas de uma vez. Eis o diferencial. Eu vejo claramente a visão da colheita e esta inspiração me dá a energia necessária para eu continuar transpirando longas horas no dia. Óbvio, no meio de tudo isto, você tem a família do seu lado, apoiando incondicionalmente seu sonho, seu futuro. A colheita não é minha, é nossa!

Finalmente, você não precisa correr atrás de borboletas ou passarinhos. Eles vem voluntariamente quando o jardim está pronto, quando o jardim está preparado. Querer passarinhos e borboletas no seu quintal sem fazer nada é uma utopia. Lembremos da regra da natureza: primeiro nós fazemos nossa parte, primeiro nós entregamos e aí recebemos. Primeiro plantamos a semente, depois transpiramos e finalmente vem a doce colheita. Que você, prezado leitor e sonhador, continue semeando e transpirando porque a recompensa está a caminho e ela não falha. Que sua colheita seja tão bela quanto a minha história dos “pés” de morangos e que seu caminho seja um tapete feito por folhas de ipês de variadas cores.

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Ser feliz na primavera é fácil. E no inverno? NOVO artigo Claudemir Oliveira


Prezado Sonhador,

Depois de um mês de grandes conquistas, aqui mais um artigo. Este mês Seeds of Dreams Institute treinou mais de 1.400 pessoas no Brasil. Nossa empresa levou Jim Cunningham, referência mundial em atendimento ao cliente, para Chapecó em parceria de exclusividade com o SICOM, Belo Horizonte, parceria com Maria Lucia Rodrigues e Fortaleza, com excluisividade para o Shopping Iguatemi.

O artigo toca num assunto muito importante da nossa felicidade. Como encontrar motivos para sorrir durante nossos “invernos” pessoais. A vida, assim como as estações, tem seus mistérios e cabe a cada um de nós descobrimos como ser feliz independetemente das circunstâncias. Você está pareparado?

Abraços e cordial abraço a todos!

Claudemir Oliveira

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53 PP PRIMAVERA E INVERNO sem data

A PRIMAVERA E O INVERNO (I)

          A cada ano que passa eu mais me apaixono pela jardinagem e pelas estações do ano. Longe de me considerar um exemplo de jardineiro ou metereologista, sou um observador e sempre tiro lições de vida nas minhas três horas semanais em meu contato com o sol, com a chuva, com a grama, com as flores, borboletas, passarinhos e, às vezes, cobras. Estou fazendo analogias com a Psicologia Positiva, mas como atrelar um jardim com esta nova ciência? Como atrelar um jardim com conceitos de nossa vida? Vamos ver o que tenho aprendido.

Vamos começar pelas quatro estações. Escrevi há anos que é fácil ser feliz na primavera. A arte da vida estar em ser feliz em todas as estações, incluindo aí, óbvio, o inverno. Do ponto de vista racional, esperar que o nossa vida seja feita somente de flores é ser, no mínimo, inocente. Claudemir, existe um segredo, então, para ser feliz, por exemplo, no inverno de nossas vidas? Pode até parecer difícil encontrar a resposta, mas no fundo, no fundo, é uma questão até simples de ser respondida. Primeiro, precisamos aceitar que o inverno faz parte. Aceitação não é acomodação. A aceitação, na verdade, tira o seu foco do “inverno” e te move para encontrar a “primavera”. Depois, precisamos encontrar significado nos nossos pensamentos sobre o que vemos, sobre o que vivemos. Aí está meio caminho para chegar à tão sonhada primavera.

Encontrar significado é, por exemplo, conseguir entender que o inverno é momento de preparação para a próxima fase. Sabemos que as árvores ficam secas nesta estação do ano, mas muita gente se esquece que suas raízes se fortalecem ao se aprofundar terra adentro em busca de nutrientes, em busca de água. Na nossa vida pessoal, não é tão diferente e a analogia pode ser a mesma. Quando estamos tristes, sofrendo muito, estamos na verdade buscando respostas (significado=nutriente) para o que passamos. Durante o congresso mundial de Psicologia Positiva, mês passado, em Los Angeles, li duas frases que me chamaram muito a atenção. A primeira é de John W. Gardner (1912-2002) que diz que “estamos continuamente tendo grandes oportunidades brilhantemente disfarçadas de problemas insolúveis”. Pois bem, quando estamos no nosso inverno, não conseguimos enxergar as oportunidades porque elas estão brilhantemente disfarçadas. A segunda frase é de John Dewey (1933): “Nós aprendemos mais das reflexões de nossas experiências do que das próprias experiências.” Gosto muito desta frase porque ela nos remete ao nosso inverno, onde devemos refletir sobre o que estamos vivendo e tirar aprendizados para podermos evoluir.

Mas voltemos um pouco mais ao jardim. Ano passado, havia uma planta que não floria e eu não entendia os motivos. Tentava diferentes fertilizantes, água e nada. Você já percebeu que quando temos um “problema” sempre tentamos as coisas mais difíceis e as coisas mais simples são deixadas de lado? Percebi que tudo o que a planta queria era espaço livre ao lado de sua raiz. Limpei tudo, tirei todas as ervas daninhas que estavam ao redor do tronco. Em uma semana, as flores voltaram. Este exemplo eu uso para dizer que somos como plantas. Quando não temos o nosso espaço para respirarmos, morremos. Todos nós precisamos desta liberdade, deste espaço só nosso. Assim como as ervas daninhas sugam os nutrientes que deveriam ir para a planta, na nossa vida temos, às vezes, pessoas, situações sugando nossos nutrientes, invadindo nosso espaço. Em resumo, precisamos termos nosso espaço, nosso tempo para podermos “florir”.

Ainda sobre o sofrimento, assim como o urso hiberna por uma questão alimentar, nós também precisamos hibernar por uma questão psicológica, precisamos nos isolar um pouco dependendo da situação. Desde que seja momentos de reflexão, faz parte do processo para sairmos de nosso inverno astral. Por isto, às vezes, é um erro quando queremos tirar um amigo ou uma amiga para ir uma festa quando aquela pessoa está “hibernando”. Òbvio, se esta pessoa estiver nesta situação por um tempo mais longo que o comum, então, estamos falando de uma problema mais sério, que precisa de atenção médica e psicológica, pois pode ser uma depressão profunda.

Outro tema da Psicologia Positiva e dos jardins é a resiliência. Você não fica fascinado quando ver um pequena planta surgindo, “literalmente”, do meio de cimento? Na natureza, encontramos muitos exemplos de resiliência, de como podemos superar obstáculos. Eu adoro os rios que, quando encontram obstáculos, simplesmente contornam e seguem seu rumo. Nunca vi um rio discutindo porque as pedras apareceram em sua frente. Isto me faz lembrar o fascinante poema de Fernando Pessoa que diz que construirá seu castelo com as pedras encontradas pelo caminho. Em outro artigo, eu nem chamo isto de resiliência, mas sim de transcendência.

Outra lição que tirei dos jardins tem a ver com a palavra siesta. Sempre ouvi esta frase como uma forma depreciativa em relação, principalmente, aos homens do campo, passando uma ideia que eles eram preguiçosos. Como descansar durante o horário de trabalho? Como tirar uma soneca logo após o almoço? A história não é bem assim. O homem do campo acorda muito cedo porque sabe que é mais produtivo até o sol se tornar insuportável. Neste momento, ele precisa descansar e, por isto, a siesta. Óbvio que esta adaptação para as cidades não funciona tão bem, já que se supõe que se trabalha em locais com ar condicionado, etc. No caso do meu jardim, aprendi que cortar a grama no final da tarde é melhor porque não temos a relva sobre a grama, o que facilita o trabalho do equipamento usado. Com a grama molhada, é praticamente impossível cortá-la. No seu trabalho, você sabe exatamente qual é o seu horário mais produtivo? No seu trabalho, você sabe quando usar suas potencialidades, sua energia física e mental? O homem do campo, sabiamente, usa sua mente para descansar o corpo.

Uma outra analogia entre um jardim e a Psicologia é que somos chamados a atenção quando nossa grama, quando nosso jardim, não está sendo bem cuidado. Mas nunca recebemos nenhuma carta falando que nosso jardim está extraordinariamente lindo. Ou seja, podemos cuidar do jardim por 10 anos de forma impecável e nenhuma carta de reconhecimento é enviada. Quando viajamos e deixamos a grama por duas semanas sem cortar, a carta é enviada. A Psicologia Positiva tem muito a nos ensinar. Precisamos, sim, receber mais cartas de reconhecimento enquanto as coisas estão indo tão bem. Quando será que vamos aprender que, no geral, o ser humano tem muito mais qualidades que fraquezas, mas enquanto continuarmos chamando a atenção para o negativo, mais nos distanciamos de um mundo ideal.

No próximo mês, termino este artigo onde falarei mais sobre a arte de apreciar também o inverno em nossas vidas e quais foram minhas grandes lições cuidando do meu jardim e como as aplico em minha vida pessoal e profissional. Também falarei sobre a arte de empreender (plantar) em tempos difíceis.

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