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Momento “Lucky”


Prezados Sonhadores,

Começamos o ano com aprendizados. Nunca imaginei que estaria aqui escrevendo sobre a relação minha com um pequeno cachorro. O belo da vida está aí. Aprendemos todos os dias e entendemos que nunca devemos dizer nunca. Minha grande lição em tão pouco tempo é que a teoria (o que eu acho sobre um cachorro) é TOTALMENTE diferente de ter, conviver com um cachorro. Ou seja, a teoria está um pouco distante da realidade, de uma forma positiva, claro. Um forte abraço e um Feliz Ano Novo mais uma vez!

Claudemir

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1 PP Momento Lucky Jan 2014 SEM data

 

PSICOLOGIA POSITIVA

Claudemir Oliveira, PhD*

 MOMENTO “LUCKY

Começo 2014 com muita sorte, pois adotamos um cachorrinho que demos o nome de “Lucky” (sortudo). Por muito tempo, resisti à ideia de ter um cachorro devido às viagens e também porque não conhecia a fundo os benefícios de ter este tipo de companheiro. No último artigo, ao falar da graduação do meu Ph.D, falava da importância do doutorado da vida. Pois bem, Lucky cai como uma luva para teorias que aprendemos todos os dias, aprendemos das pessoas e agora posso falar que aprendemos dos animais. Lucky, em tão pouco tempo de convívio, apenas um mês, já me deu várias lições; a principal delas é que uma coisa é falar de um cachorro, outra é ter um cachorro. Depois do Lucky, ficou bem claro para mim que a teoria não passa de um mero rascunho da realidade. A ótima notícia, claro, é que a prática é bem mais interessante. Através do Lucky, minha conscientização de não falar com autoridade de algo que não conheço se aprimorou ainda mais. Sabe aquela sensação de nunca dizer nunca?

Hoje, entendo quando alguém fala com dor da perda de um animal de estimação. Antes, entendia, mas não sentia de forma tão profunda. Não tinha conhecimento da alma canina. Simples assim.

Regra da primeira semana: não pode subir no sofá. Regra da segunda semana: pode subir no sofá; regra da terceira semana: não pode entrar no carro; regra da quarta semana: pode entrar no carro… Às vezes, nem acredito que estou escrevendo isto, mas é a pura realidade, algo indescritível. Às vezes, me pego sendo mais moleque que ele ao brincar com provocações de mordidas inocentes. Não entendia quando amigos me falavam que estavam com saudades de seus bichinhos de estimação quando viajavam. Eu já estou com saudades antes mesmo de viajar. O que dizer de sua alegria quando ouve o barulho da porta da garagem se abrindo? E seus pulos dignos de atletas olímpicos? Eu não tinha ideia do valor da festa celestial feita ao chegar em casa. A sensação que tenho agora é que seu amor é tão intenso que seu coração explode de tanta felicidade, deixando pedacinhos deste estado emocional por toda a casa, durante todo o dia.

Mas ele não é apenas energia. Ele tem seus momentos de calmaria. O que dizer quando você está sentado vendo um filme e ele, em respeito a você, simplesmente encosta sua cabecinha nas nossas pernas e adormece ali mesmo?

Finalmente entendi que é um equívoco achar que eles vivem pouco. Eles vivem até mais anos do que nós mesmos, pois eles vivem a vida INTENSAMENTE. Entenderam? A vida não deve ser contada por número de anos, mas por experiências vividas. Hoje, chegamos facilmente aos 80 e não necessariamente vivemos este tempo, pois há muita gente simplesmente passando pela vida. Se um cachorro falasse, dificilmente você ouviria esta frase tão comum ao ser humano: “puxa, como o ano está passando rápido”. O ano não passa rápido, somos nós que estamos sendo trapaceados diariamente pelo “entretenimento” moderno. Os grandes gênios do passado viveram menos da metade de anos que os gênios modernos. No entanto, mesmo sem Apple, Google, e todo o volume de informação e tecnologia disponíveis hoje em dia, eles não podem ser considerados ignorantes. Portanto, não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. Não é uma questão de quantos anos se vive, mas de COMO você vive estes anos.

Sim, sim, é triste sair de casa e deixar o Lucky sozinho, mas quanto mais tristes ficamos mais indica o tamanho de nosso carinho por eles. Portanto, existe um certo amadurecimento na forma de gostar de um animal e isto acaba gerando ainda mais carinho que temos pelas pessoas. Hoje, vejo a interação entre um desses animais com crianças e fico babando. Que combinação mágica: crianças e cachorros.

Lucky me ensinou que a felicidade pode ser conquistada com QUALQUER UM. Ele está feliz com quem está do lado dele. Se eu saio, quem fica passa a ser sua alegria. Ele não deixa de viver porque eu ou minha amada Deborah não estamos em cena. Ele não escolhe. Ele vive. Se alguém o ignora, simplesmente busca alguém que o ama. Ele valoriza o que tem ao seu redor, não fica bajulando quem não o quer (a não ser se o assunto for comida). Sabemos viver assim? De uma forma generalizada, nem sempre, pois somos possessivos, intransigentes, tem de ser tudo do nosso jeitinho; queremos o mundo ajoelhado aos nossos pés. Não é o caso dele. É feliz com o que tem e pronto.

Como psicólogo, já sabia dos inúmeros benefícios de animais que, inclusive, são usados em terapia. E como adoro Psicologia Positiva, vou dar minha versão do Lucky sobre esta ótica. Sim, ele apronta suas, mas é 99.9% alegria e eu não dou bola para o 0.01%. Eu nunca quis ter um cachorro, além das viagens, porque também achava que dava muito trabalho. Trabalho? Que trabalho? Vamos lá as descobertas: meu colesterol já baixou, pois minhas caminhadas agora são constantes (incluindo finais de semana), duas ou até três vezes ao dia com um mínimo de 30 minutos. Detalhe: ele gosta de caminhar rápido e basta um esquilo ou passarinho aparecer que ele decide “voar”. Ou seja, além de terapeuta, é meu “personal trainer”. Lucky me dará mais alguns anos de vida. Há preço para isto? Em algumas destas caminhadas, minha amada esposa, a quem devo este presente de Deus, nos acompanha, dando a possibilidade de falarmos mais sobre a vida. Além de brincar, ele dorme durante grande parte do dia. E quando não está dormindo, fica do nosso lado. Neste exato momento em que escrevo, está me olhando e é tão inteligente que até parece que sabe que estou escrevendo sobre ele. Do jeito que a coisa está indo, daqui a pouco ele vai pedir para revisar e aprovar o texto.

Deixei para o final deste artigo para falar de outro apelido que dei ao nosso Lucky. Chamo-o também de meu jabuticaba porque seus olhinhos tem o formato igual a esta fruta. Deixei para o final porque já diz o ditado que os olhos são as janelas da alma. Pois bem, os olhinhos dele são mais que janelas, são um verdadeiro céu de alma. Olhar para os olhos do meu Lucky é entender sua essência, é entrar em “flow”. Eu também não sabia sobre seu apetite, pois, se depender dele, eu teria de alimentá-lo a cada 10 segundos. Às vezes, eu ando dentro de casa com as mãos para o alto para indicar que nada tenho para lhe entregar a não ser meu amor. Se deixar, ele me “assalta” em busca de comida a cada milésimo de segundo.

O que falar de um pestinha que me acompanha até ao banheiro e me observa escovando os dentes e tirando a barba? O que falar de um pestinha que escuta todas as minhas ligações de negócios e me passa a sensação que pode dar alguma opinião? E se eu dissesse que meus negócios tem aumentado depois dele? Resumindo, ele é bom para a saúde física, psíquica e, acredite se quiser, saúde financeira. Um ano novo cheio de “Lucky” para você!

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Comments

  1. Carlos Eduardo says:

    Estimado Claudemir

    No pode imaginar minha alegria ao ler seu artigo sobre o Lucky. Voce conseguiu expressar como ningum, o que significa um animalzinho em nossas vidas. Sempre amei ces em minha vida. Acho que j nasci com ces minha volta, pois meus pais eram apaixonados e sempre tivemos nosso (as vezes at mais de um) cozinho no apartamento onde morvamos.

    Na minha juventude, cheguei a ter em nossa casa de campo, um canil, devidamente registrado, etconde pude dar vazo ao meu amor por ces. Embora os criasse, nunca os vendi, sempre os dei a pessoas que sabidamente os amassem, assim como eu, e pudessem dar o carinho e ateno que eles merecem.

    Casei-me e sempre os tive a minha volta. Sempre insisti com meu filho Luiz Eduardo (que sempre gostou de ces) e minha nora (que era contra), a darem s minhas netas um cozinho de estimao.

    Certas coisas, no se sabe porque, mas acho que faz parte da gentica, minhas netas Gabriela e Helena so alucinadas por ces.Helena em particular, no s absolutamente alucinada, como exerce uma atrao incrvel aos animais.difcil explicar porque em todo lugar, onde ela encontra um animal, seja de que raa for, a atrao de um pelo outro imediata..as vezes temos receio que ela se aproxime sem conhecer o animal, sem saber se sua ndole mansa ou brava, mas no adianta, a atrao tanta que quando vemos ela j est junto fazendo e recebendo carinho, seja que animal for, manso ou bravo, de qualquer tamanho que seja

    Finalmente h dois anos, meu filho e minha nora cederam aos pedidos, meu e delas e ganharam de um amigo um labrador que elas chamaram de Zico (em homenagem ao Flamengo, time do pai).

    Querido amigo: no sabe como vida mudou..minha nora, que antes no era muito favor, hoje a mais apaixonada por ele (evidentemente para no dar o brao a torcer, diz que no.rsrsrs). Incrvel como chegamos em casa e a primeira preocupao ver o Zico que sempre alegre, aparece pulando de alegria, correndo e um lado para outro, quase que chorando de alegria por nos ver chegando em casa. Brigamos e ralhamos com ele as vezes, mas nos rendemos quele olhar de peixe morto, lindo e cativante que s nos mostra o amor que tem para dar.

    Pois meu amigo, estamos agora em nossa casa de Orlando com todos os filhos, genro, noras e netos comemorando meus 70 anosmas falta o Zico. Felizmente hoje temos skype e,..quando ligamos, minha secretria diz que ele fica alucinado, ouvindo nossa voz e querendo entrar no computadorparece que vibra quando v nossa imagem atravs da telinha.

    Que bom que voce e Debora, agora, podem curtir juntos a companhia maravilhosa do Lucky.

    Um grande 2014 para ns todos meu amigo..vamos nos encontrar com certeza para matarmos as saudades

    Abrao bem forte e beijo na Debora

    Carlos Eduardo Carvalho celca0711@gmail.com tel.: (21) 3432-7834 // 98251-2211

  2. Sheila Portugal says:

    Querido Claudemir,
    É muito bom começar o Ano com uma reflexão Maravilhosa.
    Com aprendo com você…
    Como você fala com uma linguagem tão facil de entender e querer praticar.
    Gostaria de compartilhar que aprendi o Ano passado que cada especie de animal possue uma missão aqui na terra …
    O cachorro Vem nos ajudar a trabalhar o emocional e o perdão.
    Conforme sua reflexão, ficou muito claro.
    E o perdão percebemos quando damos bronca, brigamos… Eles não guardam mágoas e nem racor…
    Estão sempre solicitos…e atrás da gente.

    Como você mencionou a Vida é feita Das Pequenas coisas e é muito facil ser feliz com a simplicidade…

    Houvi uma frase da Ana Maria Braga:

    EU NÃO QUERO TER RAZÃO EU QUERO É SER FELIZ

    Gostaria de aproveitar e desejar um Ano de 2014 com muitas realizações!
    Com carinho,

    Sheila Portugal

  3. sirlon jorge rocha moraes moraes says:

    Saudações Claudemir.

    Matéria excelente, parabéns.

    Um grande amigo abraço.

    Sirlon Moraes.

  4. Tatiana Colledan says:

    E quem resiste a estes olhares doces, cheios de amor e sem qualquer interesse??? Quem consegue viver sem as centenas de lambidinhas diárias e aquele olhar repleto de gratidão a cada carinho na cabecinha??? Quem recebe este presente de Deus dentro de casa e consegue ficar um dia apenas sem a presença e a companhia deles??? E o que falar dos dias tristes, de dor forte, e essa “pessoinha de quatro patinhas”, chega ao seu lado, como se soubesse o que você está sentindo, e tenta com seu olhar meigo e sua lambidinha fazer você se sentir melhor???
    Como viver sem eles??? Impossível!!!
    Lindo artigo, meu amigo!!! AMEI!!!!!!! Parabéns!!!!!
    Mal posso esperar para conhecer e abraçar o Lucky!!!

  5. Claudemir,

    Tenho alguns amigos que não tiveram filhos. As esposas, todas elas, presentearam o marido com um cachorro. Espertas. Mesmo os que diziam que não queriam saber de animal acabaram se apaixonando pelo cão. E como não se apaixonar? Não reclama, não critica, não exige, não discute, enfim, não pentelha. Não acorda de madrugada, não chora, não faz manha. Come ração (ou qualquer coisa), sozinho, e não precisa escovar os dentes nem passar fio dental. Brinca sozinho e não precisa de babá quando saimos. Não temos que pagar os estudos e nem nos preocuparmos com seu futuro. Ou seja, baixíssima interferência na nossa vida. Só traz alegria!

    Só tem um problema: cachorro não nos dá netos pra alegrar nossa velhice. Aliás, dois: vai deixar a herança pra quem? O cão não tem teu DNA :-))

    Mas é bom saber que você está feliz!!!

      Yara

  6. Nena Lauvs says:

    Há uma frase que achei fundamental: “A teoria é completamente diferente da prática”. Falar sobre alguém (sim, considero os animais como “alguém”) sem ter convivido, é difícil sentir o que os outros sentem. Eu já participei de uma ONG de animais, e tivemos 87 cães. Acredite: Amei cada um deles, aprendi com cada um deles, e todos eles me transformaram para melhor. Como não amá-los? Parabéns por seu depoimento. Muito bonito.

  7. O amor incondicional dos animais é algo indescritível. Amo o cachorro da minha irmã intensamente como se fosse o meu. Chegará o dia que eu terei espaço para ter um só para mim. Quero muito conhecer o Lucky, tenho certeza que ele é muito especial. mais uma vez obrigada pelo texto. 🙂

  8. Patricia Bianchini says:

    Fiquei sem palavras, pois vc disse todas!!!!! Adorei seu artigo, parabens!!!
    Obrigada pela dica do site e principalmente pelo texto!!!
    Paty

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