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Ser feliz na primavera é fácil. E no inverno? NOVO artigo Claudemir Oliveira


Prezado Sonhador,

Depois de um mês de grandes conquistas, aqui mais um artigo. Este mês Seeds of Dreams Institute treinou mais de 1.400 pessoas no Brasil. Nossa empresa levou Jim Cunningham, referência mundial em atendimento ao cliente, para Chapecó em parceria de exclusividade com o SICOM, Belo Horizonte, parceria com Maria Lucia Rodrigues e Fortaleza, com excluisividade para o Shopping Iguatemi.

O artigo toca num assunto muito importante da nossa felicidade. Como encontrar motivos para sorrir durante nossos “invernos” pessoais. A vida, assim como as estações, tem seus mistérios e cabe a cada um de nós descobrimos como ser feliz independetemente das circunstâncias. Você está pareparado?

Abraços e cordial abraço a todos!

Claudemir Oliveira

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53 PP PRIMAVERA E INVERNO sem data

A PRIMAVERA E O INVERNO (I)

          A cada ano que passa eu mais me apaixono pela jardinagem e pelas estações do ano. Longe de me considerar um exemplo de jardineiro ou metereologista, sou um observador e sempre tiro lições de vida nas minhas três horas semanais em meu contato com o sol, com a chuva, com a grama, com as flores, borboletas, passarinhos e, às vezes, cobras. Estou fazendo analogias com a Psicologia Positiva, mas como atrelar um jardim com esta nova ciência? Como atrelar um jardim com conceitos de nossa vida? Vamos ver o que tenho aprendido.

Vamos começar pelas quatro estações. Escrevi há anos que é fácil ser feliz na primavera. A arte da vida estar em ser feliz em todas as estações, incluindo aí, óbvio, o inverno. Do ponto de vista racional, esperar que o nossa vida seja feita somente de flores é ser, no mínimo, inocente. Claudemir, existe um segredo, então, para ser feliz, por exemplo, no inverno de nossas vidas? Pode até parecer difícil encontrar a resposta, mas no fundo, no fundo, é uma questão até simples de ser respondida. Primeiro, precisamos aceitar que o inverno faz parte. Aceitação não é acomodação. A aceitação, na verdade, tira o seu foco do “inverno” e te move para encontrar a “primavera”. Depois, precisamos encontrar significado nos nossos pensamentos sobre o que vemos, sobre o que vivemos. Aí está meio caminho para chegar à tão sonhada primavera.

Encontrar significado é, por exemplo, conseguir entender que o inverno é momento de preparação para a próxima fase. Sabemos que as árvores ficam secas nesta estação do ano, mas muita gente se esquece que suas raízes se fortalecem ao se aprofundar terra adentro em busca de nutrientes, em busca de água. Na nossa vida pessoal, não é tão diferente e a analogia pode ser a mesma. Quando estamos tristes, sofrendo muito, estamos na verdade buscando respostas (significado=nutriente) para o que passamos. Durante o congresso mundial de Psicologia Positiva, mês passado, em Los Angeles, li duas frases que me chamaram muito a atenção. A primeira é de John W. Gardner (1912-2002) que diz que “estamos continuamente tendo grandes oportunidades brilhantemente disfarçadas de problemas insolúveis”. Pois bem, quando estamos no nosso inverno, não conseguimos enxergar as oportunidades porque elas estão brilhantemente disfarçadas. A segunda frase é de John Dewey (1933): “Nós aprendemos mais das reflexões de nossas experiências do que das próprias experiências.” Gosto muito desta frase porque ela nos remete ao nosso inverno, onde devemos refletir sobre o que estamos vivendo e tirar aprendizados para podermos evoluir.

Mas voltemos um pouco mais ao jardim. Ano passado, havia uma planta que não floria e eu não entendia os motivos. Tentava diferentes fertilizantes, água e nada. Você já percebeu que quando temos um “problema” sempre tentamos as coisas mais difíceis e as coisas mais simples são deixadas de lado? Percebi que tudo o que a planta queria era espaço livre ao lado de sua raiz. Limpei tudo, tirei todas as ervas daninhas que estavam ao redor do tronco. Em uma semana, as flores voltaram. Este exemplo eu uso para dizer que somos como plantas. Quando não temos o nosso espaço para respirarmos, morremos. Todos nós precisamos desta liberdade, deste espaço só nosso. Assim como as ervas daninhas sugam os nutrientes que deveriam ir para a planta, na nossa vida temos, às vezes, pessoas, situações sugando nossos nutrientes, invadindo nosso espaço. Em resumo, precisamos termos nosso espaço, nosso tempo para podermos “florir”.

Ainda sobre o sofrimento, assim como o urso hiberna por uma questão alimentar, nós também precisamos hibernar por uma questão psicológica, precisamos nos isolar um pouco dependendo da situação. Desde que seja momentos de reflexão, faz parte do processo para sairmos de nosso inverno astral. Por isto, às vezes, é um erro quando queremos tirar um amigo ou uma amiga para ir uma festa quando aquela pessoa está “hibernando”. Òbvio, se esta pessoa estiver nesta situação por um tempo mais longo que o comum, então, estamos falando de uma problema mais sério, que precisa de atenção médica e psicológica, pois pode ser uma depressão profunda.

Outro tema da Psicologia Positiva e dos jardins é a resiliência. Você não fica fascinado quando ver um pequena planta surgindo, “literalmente”, do meio de cimento? Na natureza, encontramos muitos exemplos de resiliência, de como podemos superar obstáculos. Eu adoro os rios que, quando encontram obstáculos, simplesmente contornam e seguem seu rumo. Nunca vi um rio discutindo porque as pedras apareceram em sua frente. Isto me faz lembrar o fascinante poema de Fernando Pessoa que diz que construirá seu castelo com as pedras encontradas pelo caminho. Em outro artigo, eu nem chamo isto de resiliência, mas sim de transcendência.

Outra lição que tirei dos jardins tem a ver com a palavra siesta. Sempre ouvi esta frase como uma forma depreciativa em relação, principalmente, aos homens do campo, passando uma ideia que eles eram preguiçosos. Como descansar durante o horário de trabalho? Como tirar uma soneca logo após o almoço? A história não é bem assim. O homem do campo acorda muito cedo porque sabe que é mais produtivo até o sol se tornar insuportável. Neste momento, ele precisa descansar e, por isto, a siesta. Óbvio que esta adaptação para as cidades não funciona tão bem, já que se supõe que se trabalha em locais com ar condicionado, etc. No caso do meu jardim, aprendi que cortar a grama no final da tarde é melhor porque não temos a relva sobre a grama, o que facilita o trabalho do equipamento usado. Com a grama molhada, é praticamente impossível cortá-la. No seu trabalho, você sabe exatamente qual é o seu horário mais produtivo? No seu trabalho, você sabe quando usar suas potencialidades, sua energia física e mental? O homem do campo, sabiamente, usa sua mente para descansar o corpo.

Uma outra analogia entre um jardim e a Psicologia é que somos chamados a atenção quando nossa grama, quando nosso jardim, não está sendo bem cuidado. Mas nunca recebemos nenhuma carta falando que nosso jardim está extraordinariamente lindo. Ou seja, podemos cuidar do jardim por 10 anos de forma impecável e nenhuma carta de reconhecimento é enviada. Quando viajamos e deixamos a grama por duas semanas sem cortar, a carta é enviada. A Psicologia Positiva tem muito a nos ensinar. Precisamos, sim, receber mais cartas de reconhecimento enquanto as coisas estão indo tão bem. Quando será que vamos aprender que, no geral, o ser humano tem muito mais qualidades que fraquezas, mas enquanto continuarmos chamando a atenção para o negativo, mais nos distanciamos de um mundo ideal.

No próximo mês, termino este artigo onde falarei mais sobre a arte de apreciar também o inverno em nossas vidas e quais foram minhas grandes lições cuidando do meu jardim e como as aplico em minha vida pessoal e profissional. Também falarei sobre a arte de empreender (plantar) em tempos difíceis.

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Comments

  1. Leticia Takiyama says:

    Na teoria a gente sempre sabe que tem que cuidar do nosso jardim e focar nele e parar de olhar o dos outros, que tudo tem seu tempo, que cada um planta sua semente e colhe suas flores. A analogia agora com as estações foi sensacional! Clara e fácil de compreender. Obrigada por compartilhar formas verdadeiras de ser cada vez mais feliz, de verdade! 🙂

  2. Claudemir,

    Você sempre nos surpreende com um texto, sensivel, profundo e transformador. Através da psicolologia positiva, que admiro muito, e que vc fala com muita propriedade, observamos q mesmo no momento “ostra” podemos e devemos olhar o lado bom das situações.

    Essas semente, que você escreve, são motivações, no inverno, no verão em todas as estações do ano, pois cada uma tem sua beleza e magnitude. As vzs eu me esqueço disso, e agradeço imensamente por vc me lembrar.

    MUITO obrigada por compartilhar seu conhecimento conosco.

    Um grande abraço,

    Danielle

  3. Yara says:

    Sempre ótimo.

      Yara

    ________________________________

  4. Excelente considerações amigo .

  5. Tatiana Colledan says:

    Claudemir, maravilhosa a colocação do saber ser feliz também no ‘inverno’! É como saber se conduzir quando a ‘roda gigante’ da sua vida passa por ‘reparos’ e permanece um tempo além do esperando parada lá embaixo! Parabéns! Amei o artigo!

  6. Flavio Guimaraes says:

    Caro amigo sonhador,

    Esse tema traz excelentes analogias e aprendizados.

    Aqui onde moro consegue-se ver e sentir as 4 estações do ano. O inverno não tem neve. Tem neblina. E a umidade faz o frio parecer maior. Estamos no inverno agora. O outono tem o céu mais lindo, com pinceladas de nuvem. Todas as plantas com flores roxas ou violetas florescem. Os religiosos dizem que é por causa da Semana Santa. O verão intercala sol com chuva. E a primavera que já se aproxima vem com os ipês e orquídeas colorindo tudo.

    Certa vez li uma crônica do Rubem Alves em que ele diz que planta no quintal uma planta para cada pessoa querida que se foi.

    Comecei a perceber que no meu quintal tenho algumas plantas que lembram pessoas que já se foram ou não.

    Abaixo colo 2 fotos de pés aqui do meu quintal. De Figo e de Caqui. Elas agora no inverno perdem todas as folhas. Parece que morreram. Um desavisado mandaria cortar.

    O pé de Figo lembro de minha madrinha de batismo. Ela sempre pedia pra levar os figos pra ela, pra fazer doce. O doce de Figo é um dos doces mais difíceis de se fazer. O Figo pra atingir aquela coloração verde bonita e brilhante passa por um processo de fervura e depois um choque térmico com água fria umas 8 vezes. Não só pra ficar macio, mas principalmente para atingir aquela coloração bonita. Fico pensando, por quantos choques térmicos não passamos em nossas vidas pra conseguirmos sucesso, sermos felizes, aprendermos….

    O pé de caqui todo ano quando caem as folhas lembro-me de um amigo que é meu vizinho e já trabalhamos juntos numa mesma empresa certa vez, onde ele foi demitido, por ser bom demais, por seu perfil estar acima do necessário para o cargo. Quantas vezes já não ouvimos isso… Ficou mais de um ano desempregado. Uma vez encontrei-o numa caminhada aqui no condomínio e fomos conversando. Ele dizendo como estava a vida, citou o pé de caqui. “Estou igual o pé de caqui que perde todas as folhas, fica só com os galhos pra poder economizar energia na travessia da escassez de água” dizia ele. Todo ano o pé de caqui aqui no quintal cai as folhas e nunca tinha observado sob essa ótica. Depois de um tempo ele foi contratado pra ser Diretor Comercial de uma grande empresa e poucos anos depois virou presidente, cargo que ocupa até hoje.

    Como a vegetação endêmica aqui na Serra onde moro. Nesse período de seca, quase todo ano ela pega fogo. O cenário fica muito triste. Parece que acabou, que tudo morreu. Passados poucos mais de 30 dias, quando começam a vir as primeiras chuvas, florescem mais fortes e mais bonitas.

    A natureza nos ensina coisas belas. Está aí, é só observar.

    Abs

    Flávio

    PÉ DE FIGO

    PÉ DE CAQUI

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