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Um novo tipo de Psicoterapia e um sonho…


Prezado Sonhador,

Abaixo este artigo é parte de um sonho que alimento há anos. Além de alimentar este sonho, óbvio que trabalho dia e noite para o dia de torná-lo realidade.

Espero que goste. Um forte abraço e ótima leitura!  Clique DUAS vezes sobre a imagem ou leia o texto abaixo da foto.

Claudemir

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PSICOLOGIA POSITIVA

Claudemir Oliveira*

                                                                                                                                                                         “PSICOLOGIA POSITIVA NA CORRENTE DO BEM”

          Depois de minha participação no congresso mundial de Psicologia Positiva, em Los Angeles, neste final do mês de Junho, decidi falar de um sonho que continua vivo. Há exatamente três anos, Julho de 2010, eu publiquei o artigo “Psicologia Positiva e Caridade” onde falei de meu sonho de criar um novo tipo de psicoterapia como forma de agradecimento a tudo o que tenho aprendido nesta área. O sonho continua sendo alimentado e ainda tenho toda uma vida para fazê-lo uma realidade. A grande verdade é que o sonho tem de ser muito vivo para que ele resista ao tempo, resista às dificuldades. Precisamos seguir plantando, transpirando para a colheita lá na frente.  Desde a publicação do artigo em 2010, fiz algumas melhorias na minha ideia depois de conversar com muitos psicólogos no Brasil e aqui nos Estados Unidos.

O que você está fazendo para os outros?

    Há mais de doze anos, quando comecei meu mestrado nos Estados Unidos, tive o sonho de um dia contribuir com o crescimento humano em forma de trabalho voluntário de minha parte, sem nenhum custo para o cliente que não pode pagar por psicoterapia. No artigo original, você pode entender melhor o porquê do nome, entre outras coisas. Martin Luther King Jr disse que “a questão mais urgente da vida é o que você está fazendo para os outros”. Em outro artigo que escrevi, Borboletas e Bumerangues, falo que a felicidade só existe quando primeiro a gente faz as outras pessoas felizes. Um pai, uma mãe é feliz por, primeiro, entregar seu amor a seus amados filhos. Se você analisar bem a vida, você vai ver que faz sentido. A gente primeiro planta a semente, depois rega e, SOMENTE DEPOIS, vem a colheita. O mundo está tentando inverter este processo, mas aí eu posso falar cientificamente que é um erro. A ciência da vida não erra neste quesito.  Abaixo, então, enumero mais alguns detalhes do que denominei “Pay It Forward Therapy” (Corrente do Bem). Ao criar esta teoria, minha premissa é baseada no fato de que existe uma grande probabilidade de as pessoas estarem fazendo uma tempestade num copo de água ao lidar com suas adversidades diárias e que o trabalho voluntário pode ser uma das avenidas para colocar em choque estas experiências. Mais que isto, elas podem dar um novo significado à vida destas pessoas, preenchendo algum vácuo existencial, para citar Viktor Frankl. E muito importante: toda a teoria foi criada para pessoas que economicamente jamais poderiam pagar por psicoterapia.

Psicoterapia Grátis

     Para cada hora de psicoterapia que faça gratuitamente para pessoas sem condições financeiras, meu cliente terá que prestar, no mínimo, o mesmo tempo em serviço voluntário e, entre algumas ideias, ele ou ela pode visitar um asilo, um hospital, centro de doação de sangue, hospício, etc. A condição básica para a próxima visita é ter feito sua lição de casa. Algo que ficou faltando à teoria é que não estabeleci tempo para que o cliente faça o trabalho voluntário. Mudei de opinião. Se não colocar um tempo, o cliente pode simplesmente não levar a sério. Então, acrescentei que o trabalho tem de ser feito no máximo em 30 dias, mas preferencialmente em duas semanas. O ideal, também, é que quanto antes o cliente voltar, depois do trabalho voluntário, ao psicólogo, melhor por ter a experiência recente em mente. A razão de se fazer o trabalho voluntário tem vários benefícios já provados cientificamente, no processo de qualquer terapia, mas nesta teoria, ao contrário das outras, existe um comprometimento maior sem o qual a terapia não existe. Uma outra razão é que acredito que, em geral, as pessoas não apreciam o dado, portanto, precisamos encontrar fórmulas para que elas apreciem o processo. E ainda outra razão é que gosto de dar a vara de pescar e a isca, mas a pesca em si tem de ser feita por cada um, pois já ensina o ditado que quando você dar um peixe ao homem ele se alimenta por um dia, mas quando o ensinamos a pescar, ele se alimenta pela vida. Pena que políticos pelo mundo faltaram a esta aula básica e fazem campanhas políticas tentando passar a impressão que estão fazendo trabalho social. Ainda, e talvez o mais importante, os psicólogos precisam entender que minha teoria em nenhum momento quer que estes profissionais trabalhem de graça. Eu sou um dos maiores defensores que todos devem ganhar muito bem. Aliás, em meu artigo publicado aqui nos Estados Unidos, “Counseling as a Business Proposition”, no jornal Counseling Today, da American Counseling Association, eu mencionei que se clientes estão dispostos a gastar bilhões de dólares para visitar um médico que cuida de sua saúde física, por que não pagar bilhões para visitar psicólogos que cuidam de sua saúde mental? Eu mesmo não vou usar todo o meu tempo para fazer este trabalho. Usarei algumas horas por semana. Você usa o que achar que pode.

A seguir, outras pequenas mudanças com o intuito de melhorar a teoria:

  • Quanto mais horas de trabalho voluntário, maiores os benefícios psicológicos; conforme afirmo acima, quanto mais diferentes tipos de trabalho voluntário, maiores os benefícios, pela riqueza de comparações entre estes locais visitados e o problema inicial trazido para a sala de terapia.
  • Não se deve subestimar o fato que o terapeuta e o cliente estarão fazendo trabalho voluntário, ou seja, este ingrediente pode ser um grande diferencial no ambiente do escritório psicológico; muita gente não sabe, mas psicólogos tem uma das profissões mais difíceis do mercado por estarem expostos durante o dia inteiro a problemas alheios. Imagine este profissional chegando em casa todos os dias, depois de ouvir tantos problemas.
  • O tópico de cada sessão será a experiência das visitas e reações aos problemas que os levaram até lá, ou seja, existe um grande foco na experiência voluntária. A tendência é que, no começo do processo, falar sobre o problema do cliente seja um pouco mais natural. À medida que o processo comece, a discussão sobre a experiência das visitas aumenta de forma considerável.
  • Não existe nenhuma presunção que os problemas dos clientes sejam menores que os problemas daquelas pessoas que eles estarão visitando. Não existe presunção que o problema do cliente é pequeno. Aprendi cedo na vida que ao comparar sofrimento subestimamos o sofrimento alheio e cada indivíduo tem uma forma diferente de encarar suas adversidades. No entanto, para a maioria dos casos, isso poderá ser uma verdade no desenvolver da terapia.
  • Podemos ter situação de trabalho voluntário que não necessariamente envolva sofrimento de pessoas; como exemplo, podemos participar, trabalhando, da organização de um evento beneficente, construção coletiva de uma casa, arrecadação de comida e brinquedos para o Natal, doação de sangue, plaquetas, entre outros.
  • Em casos que um cliente esteja sofrendo profundamente, depressão por exemplo, precisamos inclusive direcionar este cliente para ver um psiquiatra que pode avaliar a situação do ponto de vista médico. Devemos lembrar que nossa profissão tem como base “primeiro, não ferir alguém”.
  • Escolas de Psicologia tem alto potencial de utilizar esta teoria já que estudantes não cobram durante o estágio antes da graduação; meu sonho é de criar uma ligação com universidades que possam usar a teoria durante os treinamentos de seus estudantes, com supervisão, é claro. Este desejo é importante porque somente através de documentação de resultados podemos dar um sentido de ciência à terapia. Esta minha preocupação é mais do ponto de vista acadêmico, do ponto de vista de ajudar nossa profissão a sair do “achismo”, pois do ponto de vista pessoal, não quero provar nada a ninguém, quero apenas ajudar às pessoas. Esta, sim, é minha verdadeira ciência.

Enfim, o sonho continua vivo e espero poder contar com você para construirmos um mundo melhor, com pessoas melhores; espero que um dia possamos todos entender que precisamos entregar mais para receber ainda mais da vida. Todos nós precisamos encontrar um significado para continuar vivendo. Sem este significado, nossa felicidade fica completamente comprometida. Todos nós precisamos encontrar uma causa nobre para abraçar porque sem esta causa viveremos vazios.  Quem não a tem, acaba passando pela vida. Todos aqueles que a buscam acabam encontrando. Portanto, sempre há tempo. Qual é sua causa? Qual são suas sementes de sonhos para transformar a humanidade?

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Comments

  1. Josefa Malvicini says:

    Mi adorei a ideia e com certeza pouco ha pouco se tornara realidade…pois somos felizes porque vivemos para os outros.Tudo vai da certo disto nao tenho duvidas, o problema e que as pessoas querm tudo na hora,e sei que pode levar tempo mais a semente voce ja semmeou.um beijo grande to com saudades diga a deb que mandei um beijo do tamanho do meu jardim florido.

    Date: Sun, 7 Jul 2013 16:27:38 +0000 To: jomalvi@hotmail.co.uk

  2. diego henrique lavezzo says:

    Bom Dia

    Esse ano comecei fazer parte de um grupo chamado Amor em Gotas, que seria os doutores da alegria, vou todo o domingo no hospital me fantasiar para dar em apenas 02:30 horas alegria na pediatria do hospital, depois que comecei a participar percebi que meu lado espiritual/percepção mudou muito. vale muito a pena, você ao sair se sente satisfeito e com a alma leve por poder ajudar e dar alegria ao próximo
    Agora que tive essa primeira participação como voluntario pretendo fazer parte de mais projetos, fiquei sabendo de um site http://www.voluntarios.com.br que ajuda muito quem quer conhecer e ser um voluntario, indico para todos.

    Abraços

    Diego Lavezzo

    • Diego,
      Obrigado por seu depoimento. Nos próximos anos, eu vou me aprofundar mais nesta teoria. Tenho certeza que vamos colher muitos frutos e seu depoimento comprova na prática a teoria… abraços e obrigado
      Claudemir

  3. Danielle says:

    Adorei esse texto Claudemir e confio cada vez mais na Psicologia positiva especialmente em tempos de mudanças. Adorei o texto, adorei o webinar e mal posso esperar para o próximo curso de psicologia positiva. Fiz trabalho voluntário por 5 anos para o grupo Criança ‘e vida, treinamento em periferia sobre primeiros socorros na infância. Um pouco de carinho e amor fizeram toda a diferença através dos olhares sorridentes de cada pai e mãe que estavam presente. Obrigada por compartilhar. abraços. Danielle

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