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Quando o racional é irracional (Parte I)


Prezados Sonhadores,

Mais um artigo feito especialmente para você. Falo de nossa irracionalidade diante das circunstâncias e como podemos mudar através da Psicologia Positiva. Utilizo exemplos do nosso dia a dia para facilitar nosso entendimento e fazermos as mudanças necessárias. A Parte II sai em março. Abraços e muito Obrigado

Claudemir Oliveira

P.S. Clique DUAS vezes sobre a imagem

47 PP parte 1 RACIONAL Feb 2013 SEM dataQUANDO O RACIONAL É IRRACIONAL (I)?

      Uma das respostas ao título deste artigo é: sempre que você está em nível inconsciente.  Claudemir, e quando estamos em nível inconsciente? Quase sempre! Neste artigo, falarei sobre as consequências deste estado mental, além de exemplos que vem da neurociência.

Primeiro deixe-me exemplificar com fatos relacionados com nosso estado irracional e-ou inconsciente.  Usarei uma linguagem de forma generalizada. Primeira pergunta: Por que dirigimos e digitamos em nosso celular? Por que fumamos muito? Por que comemos muitas frituras? Por que bebemos antes de dirigir? Por sermos irracionais, inconsequentes e até inconscientes das consequências destes atos. Em vários artigos, tenho usado a palavra conscientização como sendo um dos segredos para darmos início à nossa transformação interna e, aos poucos, realmente mudarmos. Somos seres imediatistas quando isto nos convém. Uma pessoa que bebe num bar antes de pegar o volante não acordou naquela manhã pensando: hoje, vou beber muito e vou causar um acidente onde vou matar várias pessoas. Alguém que fuma muito não acorda dizendo: vou fumar mais uns 50 cigarros hoje assim vou aumentando minhas chances de morrer. Veja que loucura é esta irracionalidade humana. É quase inexplicável. Quando desafiados, também inconscientemente, pensam que isto só ocorre com outros já que não aconteceu com ele ou ela até aquele momento. Em resumo, o prazer momentâneo de nossos vícios é mais forte que a consciência das consequências. É uma vitória do emocional sobre o racional. O mais difícil nesta equação é que as consequências atingem, além do criador da situação, muitas pessoas que, pela lógica, não teriam nada a ver com isto. Um acidente causado por uma pessoa embriagada é um exemplo. Ainda dentro deste tema, eu sempre lembro de Aristóteles que disse que “somos aquilo que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”. A excelência, neste caso, tanto funciona para o bem quanto para o mal. Ou seja, você pode também ser um “excelente” idiota. Lembro também de Albert Eistein que disse que “é mais fácil quebrar um átomo que mudar um hábito (preconceito)”. Nossa mente aceita nossos comandos. Ela faz o que dizemos para ela fazer. E quanto mais ela pratica o comando, mais “expert” ela fica no assunto. Ela também tem imensa dificuldade para mudar imediatamente nossos comandos porque se “acostumou” com suas ações repetidas ao longo do tempo. Imagine que você bebe refrigerante por, digamos, 20 anos. Você sabe que não faz bem para saúde e ordena sua mente para começar a beber água.  Teoricamente, você precisaria de 20 anos bebendo água para chegar, talvez, ao nível do equilíbrio. Com uma diferença. Os primeiros 20 anos do refrigerante foram de “prazer”. Agora, seu corpo e sua mente vão pagar um preço alto. Sim, estou generalizando. Mas este exemplo pode ser adpatado para drogas, pensamentos negativos, etc. Visualmente, imagine um litro de água suja. Se você começar a jogar água incessantemente, você terá um litro de água limpa. Se seus pensamentos são sempre negativos, você precisa começar a jogar pensamentos positivos na sua mente para que o processo seja revertido. Se você está vendo muitos telejornais, cuidado para não sair sangue quando você abrir a boca. Óbvio, não estou falando do jornalismo sério, mas sim da impressa marron que usa uma armadilha, pois ela sabe que o negativo atinge o seu DNA da sobrevivência. Qualquer risco, geneticamente falando, pode tocar no sentido de “extinção”. A evolução genética, em alguns casos, nem saiu da época das cavernas. Os hábitos de tantas gerações não conseguiram tirar nossa mente de lá. Em quase todos os exemplos mencionados acima, mesmo quando você atinge o lado positivo esperado, seu corpo, sua mente ainda tem resquícios do estado anterior. Por isto mesmo, é tão difícil, não impossível, mudarmos. Alguém que bebe, por exemplo, mesmo parando totalmente o vício, tem uma probabilidade de, ao sentir o cheiro de bebida,  querer apenas um dose pequenina da mesma. Aí reside o grande desafio.

Consciência ou Conscientização?

     Ainda sobre a mente, se eu oferecer uma barra de chocolate para comer agora ou duas barras para comer em uma semana, estudos comprovam que a grande maioria vai escolher a primeira opção. Agora se eu oferecer uma barra de chocolate para comer daqui a um ano ou duas barras daqui ha um ano e uma semana, a resposta vai mudar completamente. Este exemplo é pessoal pois gosto de chocolate, mas é baseado em pesquisas científicas feitas pela Harvard e MIT. Quem tiver mais interesse, leiam Dan Gilbert (Harvard) e Dan Ariely (MIT), especialistas em neurociência e que também falam, de forma indireta, da Psicologia Positiva.

Dei este exemplo do imediatismo com um chocolate doce para entrar numa questão mais complexa. Vamos pegar um exemplo da moda: aquecimento global. Todo mundo fala, os políticos discutem, mas ações concretas ainda estão longe de uma solução. Na minha opinião, isto tem muito a ver com a questão do imediatismo, com a questão do inconsciente e com a questão de nossa irracionalidade e egoísmo.  É como o velho ditado que diz que todo mundo fala das maravilhas do céu, mas ninguém quer morrer. Em nível inconsciente, a maioria não se incomoda se o mundo explodir porque sabe que não estará lá para ver. Puro egoísmo. As pessoas querem água. Ninguém quer cavar o poço antes da sede. Uma maioria quer colheita; uma minoria quer plantar e quase ninguém quer regar. Seriam estes seres deuses ou idiotas? Racionais ou irracionais? Claudemir, e como entramos em nível de consciência? Somente quando conseguimos enxergar o quadro completo e agimos. Um exemplo bobo:  puxa, o que vai acontecer com meus netos, meus bisnetos se eu não cuidar deste planeta? Estar consciente é um início, bem tímido, mas já é alguma coisa. O problema é que as pessoas pensam nos netos e nos bisnetos e nas futuras gerações, mas não AGEM conforme seus pensamentos. Ou seja, uma bestialidade, pois conhecimento sem aplicação é ignorância. Infelizmente, muitas vezes deixamos a torneira ligada, a luz acesa, jogamos comida fora, mesmo tendo “noção” que há falta de água, há escuridão, há fome em várias partes do planeta. É egoísmo puro. Não pensamos como Madre Teresa de Calcutá que dizia que o pouco que você faz pode parecer como uma gota no meio do oceano, mas ela diz que o oceano não seria o mesmo sem a sua gota. Ela também disse que “as mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”. Quando será que vamos entender a beleza e a profundidade desta sabedoria que, alinhada à ação, pode transformar positivamente o mundo? Portanto, o processo de conscientização envolve pensamento, conhecimento e ação. Na verdade, é uma redundância dizer que precisamos de ação. A própria palavra diz tudo: consciente + ação = conscientização.  Chego a conclusão, então, que atingir apenas o nível consciente é bem inferior ao nível de conscientização. Estamos ainda no mundo do mimimi, ien-ien-ien, todo mundo fala, blá, blá, blá, todo mundo reclama, ien-ien-ien, mas a maioria nada faz. Só rezar não é suficiente. Estamos num mundo onde o ser racional é tão irracional que ele pode destruir o mundo do dia para a noite. Estamos num mundo onde o ser racional tem provado sua inteligência tecnológica, mas ainda precisa provar um pouco mais sua inteligência humana. Se pudéssemos avançar no lado humano da mesma forma que avançamos no tecnológico, o mundo estaria próximo de um verdadeiro paraíso. Para mim, ainda é inconcebível termos criado um GPS, um avião, um computador, etc e saber que há crianças morrendo de fome. É inconcebível a maioria dos preconceitos, sejam eles de raça, religião, cor e por aí vai. É incoerente termos a comunicação e usarmos a armação. Sim, ao longo dos anos, evoluimos, mas ainda temos de arregaçar as mangas, pois há muito trabalho pela frente. Repito, estou generalizando. Somos todos corresponsáveis por nosso planeta. Há muita gente achando que não é problema dele ou dela, por isto estamos onde estamos. Há muita gente achando que este é o mundo dela e que ela faz o que ela bem quer. São pessoas pequenas com a ilusão de serem deuses. É o egoísmo em essência!

Na segunda parte desta artigo, continuarei com o tema da irracionalidade humana e sobre a diferença entre felicidade natural e felicidade sintética. Você sabe? Espero por você no próximo mês.

Claudemir Oliveira

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Comments

  1. Excelente! Meus 2 centavos: acho que a reclamao uma vlvula de escape para a frustrao gerada pela inconformidade com um fato diante do qual as pessoas se sentem impotentes. Se a impotncia verdadeira ou se resulta de outros fatores….isso outro assunto, que remonta racionalidade ou falta de :-)))

    Yara

    ________________________________

  2. Tatiana Colledan says:

    Artigo brilhante, Claudemir… Verdadeiramente, há muito a fazer e quase nada sendo feito, infelizmente. Somos todos responsáveis e ninguém está isento e, muito menos, inocente das suas próprias responsabilidades. Precisamos nos conscientizar de que a difícil arte de viver consiste em aprender com o passado, recriar o presente e modificar o futuro!
    Já estou aguardando ansiosa a segunda parte deste precioso artigo!
    Um abraço e Parabéns!

  3. Olá Claudemir,

    Gostei do artigo e vou ler a continuação. É bom refletirmos sobre o quanto a nossa consciência está nos fazendo agir, pois se isso não estiver acontecendo para que serve a consciência!!!

    Abrs,

  4. Claudemir,
    Parabéns!!! texto limpo e muito profundo. Consciência e ação, quando juntas mudam o mundo. Obrigado pela mensagem.
    Abraços

  5. Perfeito,com certeza seus artigos me enriquecerá muito,quero ver a 2ª parte.Imprimi para levar para meus colegas de sala também amei.

  6. ROSANGELA MARÇAL says:

    Claudemir, seu texto nos faz refletir o quanto temos que nos policiar para sermos pessoas melhores . A Bíblia diz “não faça ao próximo o que não queiras que façam a ti”,tão simples, porém tão difícil de se aplicar para muitos .

  7. Marcia Endlich Rodrigues says:

    Seu artigo me fez refletir sobre os meus atos. Obrigada!

  8. Leac - particular says:

    Mto bom artigo Claudemir.

    Agora fiquei curioso para ler sobre a diferença entre a felicidade natural e a sintética ! assuntozinho delicado…. vai mexer com mta gente !!!! rsrsrsrsrsrsrsrs

    Imagino que vem um texto maravilhoso por aí !

    Gde abraço

    Luiz

  9. Saudades do amigo… desde o ultimo programa nao me livrei de uma gripe… sei que foi um pouco de estresse… mas saindo dela..

    O artigo vem bem legal e ja sai semana que vem… no mais, muito trabalho, correndo atras de realizer sonhos… o primeiro ano da empresa tive perdas de USD 42.000.00, mas feliz pois sei que o primeiro ano eh assim mesmo… este com certeza vou virar esta historia.. na verdade, eu te diria que foi metade disso, pois a outra metade entrou com pagamentos no Brasil, na empresa ai… mas os aprendizados estaoincriveis..

    Comprei um software chamado QUICKBOOKS para a contabilidade da empresa e eh incrivel como faz bem.. estou aprendendo junto a Deborah para por seminal,mente os dados… muito simples, facil, tudo online… nao sei se existe esta versao para o Portugues ou empresas brasileiras.. imagino que sim…

    Amigo, isso… minha coisa com a imigrao ainda enrolada, por burocracia… tenho de esperar… e na espera eu me movo, fao acontecer.. pois estou estruturando toda a empresa aqui neste tempo… abraos

    Claudemir Oliveira Founder & President

    Seeds of Dreams Institute

    http://www.seedsofdreams.org

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    Skype: seedsofdreamsinstitute

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    ________________________________ From: Leac – particular [leac72@gmail.com] Sent: Wednesday, February 27, 2013 20:51 To: ‘Seeds of Dreams Institute’; Claudemir Oliveira Subject: RES: [Novo post] Quando o racional irracional (Parte I)

    Mto bom artigo Claudemir. Agora fiquei curioso para ler sobre a diferena entre a felicidade natural e a sinttica ! assuntozinho delicado…. vai mexer com mta gente !!!! rsrsrsrsrsrsrsrs Imagino que vem um texto maravilhoso por a ! Gde abrao Luiz

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