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O Futuro do Coaching – Parte II


Prezados Sonhadores,

Com esta parte, finalizo o artigo onde expressei minha opinião sobre a carreira de coaching. Espero que gostem. Falo aqui do movimento de autoestima, motivação e de nossa busca pelo perfeccionismo. Por favor, clique DUAS vezes sobre a imagem abaixo. Ótima semana e muitas sementes de sonhos!

Gostaria muito de sua opinião sobre um trabalho que minha agência está desenvolvendo para o novo logo de minha empresa. A história do morango é longa, mas quem me conhece sabe que quando era professor da ESPM fiquei conhecido como o professor dos morangos. Aqui no blog tenho um artigo que conta os motivos engraçados desta história (morangos gigantes).

Então, se você tivesse que escolher um qual seria? O número 1? O número 2, 3, 4 ou 5? É só clicar abaixo das fotos. Muito rápido! Lembre-se que o abaixo ainda está em desenvolvimento, tamanhos estão desproporcionais etc… São apenas ideias que gostaria de ouvir sua opinião. Obrigado


Este é o link se você quiser ler o artigo onde conto a história dos morangos…

https://seedsofdreams.wordpress.com/2011/01/12/psicologia-positiva-2/

 

O FUTURO DO COACHING II

     Na parte I deste artigo, falei sobre a origem do coaching, sua relação com a PNL, e lancei o conceito das três fases: largarda-JORNADA-chegada. Nesta segunda parte, falarei sobre a questão de nossa busca pela perfeição, o movimento da autoestima e mais sobre o futuro do coaching.

Acabei de ler, mais uma vez, o meu livro favorito de Viktor Frankl, “man’s search for meaning”, e não poderia deixar passar em branco a extraordinária história de Viktor e sua busca incessante pelo significado da vida. Toco neste assunto porque acredito que todas as pessoas que buscam ajuda, seja em terapia ou mesmo em coaching, buscam, lá no fundo da alma, um significado pelo que estão passando. Ao mencionar Viktor, também é uma forma que encontro de homenager pessoas que transcederam nesta vida. Um dia, ainda faço um filme sobre a história deste homem fascinante.

Encontrar significado na jornada é a energia que necessitamos para atingir o estado desejado. Portanto, ser feliz no caminho é como o combustível que colocamos em um avião para chegarmos ao destino. Não precisaria mencionar que energia negativa reduz o tempo de vôo. Eis aí o motivo porque muitos param pelo caminho. Simplesmente porque não tem “energia positiva” (combustível).

A vida é como a enxergamos. Eu adoraria dormir 9, 10, 12 horas por dia, mas não consigo. Em geral, as 4, 5 da manhã estou acordado contra minha vontade. Mas pego minha bicicleta, ouço meus livros no iPod e sou um dos poucos que consigo ver a romântica despedida entre a lua e o sol. Sinto que há uma certa paixão entre os dois, mas um gosta da noite e o outro gosta do dia. Para completar, ouço o canto dos passarinhos. A vida é assim. O que é, para mim, sinfonia, para outros é barulho de pássaros. São nessas madrugadas que descubro que Deus é pintor nas horas vagas e gosta do amarelo alaranjado que pinta ao redor do sol e do azul e do branco do céu infinito. Eis o significado que encontro para não me concentrar na insônia.

Perfeição Imperfeita

     Um ponto em comum em praticamente todos os clientes é a busca frenética pela perfeição a curto prazo. Quando é que vamos aprender com a experiência da lâmpada de Thomas Edison? Quando será que vamos aprender com a frase de Oscar Wilde “todo santo tem um passado, mas todo aquele que erra tem um futuro?”. Uma criança aprende a caminhar caindo, a comer se lambuzando. Por que um adulto não pode aprender caindo, errando, acertando? Eu caio todos os anos. Em todas, sem exceção, me levanto mais forte. Sou como um rio que não tenho tempo para discutir com as pedras que me colocam no caminho. Eu as contorno e sigo adiante em busca do mar. Se a pedra é muito grande, a chuva me ajuda a fazer volume de água para derrubá-la ou voamos por cima da mesma em busca de novos horizontes. A fila anda na minha vida e nada pode deter quem sabe para onde vai. Parafraseando Fernando Pessoa, eu construo castelos com pedras que encontro pelo caminho. Mastigo as pequenas e, com a água e areia do rio, faço meu cimento. Não existem fracassos para vencedores; existem aprendizados. Como diz meu amigo Ronaldo Albertino, “não erramos; simplesmente postergamos nossos acertos”. O alicerce do sucesso é muitas vezes feito de um cimento chamado “fracasso”. Não, não estou pregando que você saia errando por aí. Não é isso, mas os erros complementam nossa busca pela perfeição; quando aprendidos, equivalem à evolução. Costumo dizer que mares calmos não fazem bons marinheiros e costumo citar Nietzsche: “aquilo que não puder me destruir, me tornará mais forte”. Em resumo, precisamos ver o equilíbrio fantástico que existe entre os muitos acertos e os poucos erros.

“Autoegoísmo?”

     O movimento de autoajuda, autoestima, motivação, apesar de vários benefícios, tem cometido um erro grave. Tem prometido, ao longo dos anos, que somos imbatíveis, invencíveis, infalíveis e perfeitos, que podemos tudo, que tudo é simples. Há onze anos, percebi essa tendência em livros e  palestras e, por não concordar, resolvi investir num mestrado e doutorado focado na Psicologia Positiva, que fala dos mesmos temas, mas sob uma ótica mais científica, mas realista. Essa concepção de perfeição começa em casa e aqui outro exemplo clássico do Claudemir. O filho tira nove notas extraordinárias e apenas uma nota vermelha e o mundo se acaba naquela casa. Pobre da criança. Criamos filhos como se eles fossem perfeitos e o preço pago no futuro é altíssimo. Nossa instabilidade psicológica está muitas vezes ligada a essa busca pela perfeição. A sensação de errar passa a ser um monstro na nossa cabeça. Outro detalhe muito importante sobre o movimento da autoajuda, autoestima está no próprio nome. É uma forma ou tendência que visa melhorar a imagem que os indivíduos tem de si mesmos. Criei um neologismo redundante para tal síndrome: “autoegoísmo”. Para reflexão, não devemos nos esquecer que para sermos felizes, primeiro temos de fazer outras pessoas felizes. A sabedoria popular, de que é dando que se recebe, prova isso. Criei aqui nos EUA uma nova terapia chamada “Pay It Forward Therapy”, com princípios baseados na caridade. Ainda é uma semente, mas a visão da colheita é tão viva como a idea do rio.

Futuro do coaching

     O futuro dos profissionais depende de vários elementos. Este curto tempo dos cursos, a acessibilidade a qualquer um ser coach e promessas mirabolantes são o próprio veneno do coaching. Ao ser rápido, a quantidade astronômica de novos profissionais pode literalmente levar a credibilidade ao zero. O futuro precisa de cursos mais extensos, feitos por universidades sérias, além de associações mais fortes. Precisamos de mais pesquisas científicas. Levaremos anos, décadas. O curso de coaching em si não faz milagre. Falando nisso, entendo que o poder da nossa mente é gigante, mas eu me recuso a falar que coaching cura depressão em horas, câncer em dias. Eu só espero que ninguém comece a falar que multiplica pães e peixes e anda sobre água.

Outra coisa que me chama a atenção é que “todo” curso agora é internacional, tem certificação internacional, pertence a associação internacional etc e tal. É válido, super válido, pois a minha empresa também se vende por ser internacional, mas por que não um “coaching made in Brazil?”. Precisamos parar com essa mania inconsciente que somos inferiores e que somente o que é de fora é bom.

Quanto mais popular fica o coaching, mais se testa sua credibilidade. O coaching do momento corre o sério risco de cair no mesmo movimento de autoajuda e motivação onde tudo é possível e simples, além de milagres em apenas algumas sessões. O coaching do futuro precisa entender o ditado popular que diz que “é no balançar das carruagens (coaches) que as abóboras se ajeitam”. O coaching do futuro, para se sustentar, precisa ainda de muito, muito trabalho. Essas são minhas sementes de sonhos. Obrigado por sua leitura!

 

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Comments

  1. Sirlon Moraes says:

    Saudações Claudemir.

    Excelente seus comentários sobre o Coaching, acredito que fica cada vez mais claro, qual o significado deste título e o pacote que vem junto dele. Aqui no Brasil, várias revistas especializadas na área de recolocação de profissionais, divulgam este serviço, como “pão em balcão de padaria”.
    Deixei meu voto, quanto a escolha da logo, votei na primeira opção, só penso, que a figura do morango, deveria acompanhar um pedacinho do caule da planta, juntamente com uma pequena folhinha, porém, a figura maior, igual ao tamanho da segunda opção.
    Um grande amigo abraço.
    Esteja com Deus.
    Sirlon Moraes.

  2. Claudemir,
    O que dizer desse artigo?? Simplesmente, MARAVILHOSO!!!! Uma verdadeira aula, meu amigo!!!!!
    AMEI a expressão “autoegoísmo”… Grande verdade!!!
    Uma coisa que, verdadeiramente, me fascina nos seus artigos, é que TUDO é filosofia purinha de vida!!! Uma preciosidade mesmo!!!
    Felizes daqueles que, como eu, tem o privilégio de acompanhar um a um!!!
    Já estou aguardando o próximo!!!!!
    Um abraço…
    Tati

  3. Ah… Esqueci de dizer…
    Os novos logos estão maravilhosos, mas, o meu favorito é o número 1! Está DEMAIS mesmo!!!
    Parabéns!!!
    Tati

  4. Claudemir,

    Ótimas reflexões sobre o processo de Coaching e também sobre o futuro dessa profissião. Acredito que em um futuro breve precisaremos de algum tipo de Coselho Regional que desempenhe a função de controlar a profissão, mas também penso que o mercado pode se auto-regular, mas isso pode levar mais tempo e envolver riscos…. Reflexões!!! Parabéns pelo artigo. Dei minha opinião quanto ao seu novo Logo. Abrs

  5. Obrigado Claudemir por apontar mais uma vez os habitos que necessitamos perder. A mania do brasileiro de valorizar o que esta “up” no momento pode ser um verdadeiro cancer para os profissionais que pretendem usar o coaxhing como uma ferramenta seria de autoajuda e ajuda ao proximo. A demanda por essa “nova onda” de terapia-consulturia pode realmente abarrotar o mercado de professores e pseudo-treinadores que so estao interessados no dinheiro do cliente enquanto essa “febre” esta “atacando” op mercado. Mujito bem colocado meu amigo.

  6. Claudemir,

    Matéria muito boa e ótimo gancho para reflexão de todo gestor de talentos. Parabéns!! Abraços

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