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Morangos Gigantes


MORANGOS GIGANTES

     Primeiramente, Feliz Ano Novo, cheio de saúde, luz, gratidão, servidão, prosperidade e proteção divina para o mundo. Isso mesmo, desejo e quero a felicidade não só para mim e para você. O mundo inteiro merece. Ao longo do mês de dezembro, recebi inúmeros e-mails contando histórias fascinantes de meus leitores. Agradeço a gentileza dos elogios à coluna onde falei de minha “sede” pela vida. A Psicologia Positiva surgiu como ciência em 1998, mas, pelos exemplos que já contei nesta coluna, ela já tinha nascido em mim muitos anos antes, especialmente nos anos 80.

Pensar-Falar-Fazer

     Costumo dizer em palestras que, para se realizar sonhos, é necessário que haja determinação, entusiasmo, dedicação, uma combinação entre paciência, confiança e resiliência, estratégia, e, o mais importante, a sabedoria de que todos os sonhos levam tempo e tem preços: pequenos, médios, intermediários, grandes, gigantes. A escolha é toda sua. Há algumas fases que precisam ser seguidas. Primeiro, pensamos sobre o nosso sonho. É a sementinha. Depois, falamos sobre esse sonho. Até aí, parece simples, mas, se ficarmos nestes dois primeiros dois passos, ninguém consegue realizar nada ou quase nada. A terceira, e mais importante fase do processo, é fazer. Em resumo, poderíamos dizer que essas três palavras resumem o segredo de se atingir sonhos: pensar, falar e FAZER.

     Gostaria de ilustrar melhor meu pensamento. Imagine que seu sonho seja fazer um curso superior. A maioria esmagadora das pessoas consegue pensar nisso, depois falam desse sonho para amigos e os anos se passam e continuam falando, falando, falando… Passam os anos e é sempre a mesma história, o mesmo blá-blá-blá. Com meus clientes, em psicoterapia, ou em coaching, quando pergunto o que está impedindo essas pessoas de alcançarem seus objetivos, a resposta mais comum é de que a vida está muito corrida, que não sobra tempo pra nada, além de não terem condição financeira. Usam essas expressões para justificar tudo. Uso, então, a Psicologia Positiva para buscar potencialidades “escondidas” e faço algumas indagações: E se o curso fosse feito a noite ou fins de semana? Poderia ser uma opção? Ou existe alguma outra área de seu orçamento, como cinema, cerveja, cigarro, viagem, etc. que você poderia abdicar para investir em seu sonho?

     As duas perguntas acima deixam claro que na vida precisamos aprender a priorizar. Todo sonho tem um preço a ser pago, não apenas financeiro, mas emocional, temporal, físico e por aí vai. O que tenho percebido é que, inconscientemente, as pessoas não fazem porque ainda não tem seus sonhos de forma clara. “Dinheiro” e “tempo” acabam, em geral, sendo desculpas injustificáveis. Quase não existem obstáculos quando alguém tem um sonho plantado e regado na mente. Ele já é realidade, mesmo antes de se materializar.

Plantar-Regar-Colher

     Minha empresa prega que, para atingir objetivos, você precisa, nesse processo do pensar-falar-fazer, entender outras três palavras chaves: plantar-regar-colher. Quando vivia no Brasil e dava aulas na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), fiquei conhecido como o professor dos morangos, e vocês vão entender o motivo daqui a pouco. Sou do tipo de pessoa que prefere exemplificar visualmente para que não se esqueça o conceito. Então, pedi aos alunos que imaginassem que adoravam morangos (mesmo que não fosse a fruta favorita), que tudo era preparado com morangos (bolo, sorvete, suco, etc). Então, entrava minha teoria simples e quase infalível. Vou repetir, propositadamente, alguns conceitos colocados acima, pois a repetição faz parte do aprendizado. Se você preparar a terra, se você plantar sementes de morangos, se você regá-los com carinho, determinação, entusiasmo, dedicação, uma combinação entre paciência, confiança e resiliência, estratégia, e, o mais importante, a sabedoria de que todos os sonhos levam tempo, você vai colher morangos mais doces que aqueles comprados nos supermercados. É fato. É ciência. Depois de usar a imaginação dos alunos, eu trazia todos para a realidade. Vamos usar o mesmo exemplo de alguém que gostaria de fazer um curso superior. O que seria plantar os morangos? Seria você se matricular em uma universidade. O que seria regar os morangos? Seria a dedicação ao curso, não faltar a nenhuma aula, fazer todos os exercícios, ler livros, etc. E o que seria a colheita dos morangos? Será (não usei o tempo condicional aqui de propósito) o dia que você receberá seu diploma. Essa mesma analogia pode ser usada para qualquer sonho que você tenha. Vejam que, no exemplo acima, saímos da fase “pensar e falar” para a mais importante: FAZER. Os sonhos somente se realizam através das AÇÕES!

Morangos Gigantes

     Agora, a parte mais engraçada da história. No final da minha explicação para os alunos, eu dizia algo mais ou menos assim: depois de você plantar o seu pé de morango, depois de você regar e trabalhar arduamente neles, finalmente chegaria o dia em que, logo pela manhã, quando você abrisse a porta do quintal de sua casa, você se depararia com aquele IMENSO pé de morango. Naquela época eu não sabia que são rasteiros. Nunca tinha visto um pé de morango; portanto, a imagem que fazia era de uma enorme árvore, como uma mangueira, por exemplo. Todos os alunos começaram a rir, mas eu não sabia porque estavam rindo. Então eu continuava dizendo que havia tantos morangos “pendurados” e maduros que eles poderiam cair com um simples toque das mãos. Mais risadas na sala e eu sem entender absolutamente nada. Alguém, então, me olha e diz: professor, morangos são rasteiros. Um silêncio enorme invade a sala. Foram alguns segundos que pareciam durar toda a noite. E naqueles segundos eu pensei: “saia dessa professor Claudemir!”. E aí veio minha resposta: e vocês acham que eu sou homem de sonhar rasteiro? Eu sonho alto, muito alto e eles são gigantes. Mais risadas na sala e, até hoje, quando reencontro aqueles alunos, eles sempre me perguntam como estão os meus pés de morangos gigantes. 

     Se eu tivesse que resumir em uma palavra cada um dos processos acima seria isto: pensar+falar+fazer = AÇÃO. A próxima equação seria: plantar+regar+colher = COLHEITA. Então, as duas combinações dariam: AÇÃO = COLHEITA. Esta equação funcionou, funciona e funcionará na prática. É meu profundo desejo ver você realizando seus sonhos. Não perca o foco e, nos momentos “amargos”, durante a  “plantação”, tenha a visão clara em sua mente, em sua alma, em seus ossos, da colheita que será muito “doce”. Alguma dúvida? Então, como você me explicaria uma simples sementinha gerar colheitas por gerações?

     
 

 

*É presidente do Seeds of Dreams Institute, jornalista, pós-graduado em Marketing (ESPM) e Comunicação (ESPM), mestrado e doutorando em Psicoterapia (EUA), com foco em Psicologia Positiva. É membro vitalício da Harvard University e referência internacional em Psicologia Positiva. Vive em Orlando desde 2000. Contato:www.seedsofdreams.org 

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Comments

  1. Meu querido Claudemir,
    Estava aguardando, ansiosa, pelo seu primeiro texto do ano, e confesso a você que valeu MUITO a pena esperar por ele!
    Uma pessoa sem sonhos, na minha opinião, é uma pessoa que continua existindo, mas, deixa de viver… Porém, sonhar sem ação, deixa de ser um sonho e passa a ser uma “ilusão”…
    Um carro sem combustível, perde totalmente a sua finalidade, e passa a ser um objeto, meramente, “decorativo”. Porém, se ele for abastecido, tiver seus pneus, freios e tudo mais em boas condições, será de grande utilidade e valia para quem o possui.
    Da mesma maneira acontece com os sonhos… O combustível que move nossos sonhos, no caminho da realização, da concretização, é o desejo, que vem de dentro de nós para fora, de alcançar, de conseguir, de vencer, independente de todo e qualquer tipo de dificuldade que apareça no meio do nosso caminho… A semente de um sonho, lançada em terra fértil, produzirá raízes firmes, fortes e muito profundas, que sustentarão esse sonho vivo e forte, mesmo com as ventanias e tempestades das adversidades e dificuldades. E a colheita, meu amigo, será farta a seu tempo, porque a “horta da vida”, segue, exatamente, o mesmo caminho da horta do campo, ou seja, o que você plantar, será exatamente o que você colherá no tempo certo! Jamais um agricultor planta batata e, no tempo da colheita, tirará de lá, tomates. Da mesma maneira, acontecerá na “horta dos sonhos”… Jamais um sonho plantado em boa terra, regado, adubado, cuidado com carinho, morrerá sem florescer e frutificar. Ao contrário, ele produzirá frutos preciosos, doces, especiais e não será de uma colheita só, mas, de muitas.
    Vou deixar aqui, como exemplo, uma experiência vivida por mim mesma. Trabalhei seis anos como guia de turismo, levando turistas brasileiros ao complexo Disney, em Orlando. Com o passar dos meses, indo e vindo para a Disney, comecei a ter um grande desejo de conhecer aquela fantástica fábrica de sonhos por dentro, por trás dos bastidores daquele grande show. Corri, busquei, perguntei, questionei, ouvi dezenas de respostas negativas e desanimadoras, mas, o Senhor estava lá dentro do meu coração e, acredite, cada “não” que eu ouvia, cada dificuldade que aparecia, alimentavam, como um “combustível aditivado” o meu sonho. Até que um dia, descobri o “caminho das pedras”, fiz minha inscrição e fui para a primeira palestra. Lá eu encontrei centenas de estudantes de grandes universidades, com diversos tipos de certificados de cursos de idiomas e proficiência na língua, todos estrangeiros, pessoas tentando se sobressair de todas as maneiras possíveis. Vários chegaram para mim e disseram: “sem curso no exterior você não terá menor chance”… Ouvi isso umas três vezes, na quarta, simplesmente, respondi: “Deus criou os oceanos e, nem por isso, quando você olha para o mar, vê escrito, assinado nele, o nome Deus. Ele simplesmente os criou e deixou aí para nós, sem “assinatura” palpável…”. Resumindo a história, meu amigo, naquela época, 1500 pessoas do Brasil toda disputavam 150 vagas disponíveis para aquele verão na Disney. Ao final de duas palestras e duas entrevistas, 1350 pessoas foram desclassificadas e eu, uma das 150 selecionadas. E ainda tive o privilégio de trabalhar no meu parque favorito, na minha “land” favorita e na posição de trabalho que eu tanto sonhava. No verão seguinte, fui convidada a voltar, pelos meus ex-managers, que encaminharam um pedido ao setor responsável, e lá fui eu novamente, desfrutar de mais um verão de sonhos no Reino Mágico de Walt Disney.
    Alimentar, regar, adubar, cuidar e zelar por um sonho, rende frutos doces ou não?? E, como eu disse acima, não apenas uma vez, mas, várias.
    Parabéns pelo texto maravilhoso meu amigo!!! Já estou aguardando pelo próximo!
    Um forte abraço, com carinho…
    Tati

  2. Tati,
    Obrigado pela linda mensagem…. eu já te respondi em seu e-mail pessoal com mais detalhes. Obrigado e que contiuemos plantando morangos…
    Claudemr

  3. Ana Carina Pellenz says:

    História engraçada! Obrigada por me fazer sorrir! Ana

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