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Psicologia Positiva e Educação Familiar


Claudemir Oliveira*

     Em Abril, expliquei os objetivos desta coluna e como funcionaria a relação entre esse colunista e meus leitores. Recebi vários e-mails e, a cada mês, tentarei, dentro do possível, responder às questões enviadas. Também lembro que fiquei de explicar um pouco mais o que é Psicologia Positiva.

PSICOLOGIA POSITIVA

     Psicologia Positiva é um movimento que aborda muito mais o aspecto positivo que negativo no ser humano. Em vez de se concentrar nas fragilidades humanas, procuramos buscar o melhor de cada um. Deixe-me exemplificar. Se você observou minha última coluna, havia uma fotografia linda de um casal com uma linda criança. Vou usar essa analogia para explicar o que é Psicologia Positiva. Imaginemos que uma criança volta da escola com as notas escolares e entrega para os pais. Vamos supor que essa criança se chama Juninho. Vamos supor, também, que Juninho tem 10 matérias apenas para deixar o exemplo claro. Suponhamos ainda que Juninho tirou 5 notas 10, 3 notas 9, 1 nota 8 e 1 nota 4. Você sabe onde os pais vão colocar todo o foco? Isso mesmo! Eles vão “massacrar” a autoestima de Juninho pela nota vermelha (4) que tirou. Quando conto isso em minhas palestras, tenho a sensação que os participantes acham que estou exagerando. Mas sigo com o meu raciocínio e pergunto: existe algum gênio aqui nesta conferência? Existe alguém aqui que já tirou nota 10 em TODAS as matérias? Um silêncio invade o espaço. Continuo argumentando: pois muito bem, já que ninguém aqui na sala tirou 10 em todas as matérias, porque querem que o Juninho tire somente notas 10? Juninho é humano e está longe da perfeição. Não reconhecer as 9 notas brilhantes dele é ignorância pura e o pior: um exemplo desumano. As conseqüências são mais sérias do que imaginamos.

      Prezado leitor, quando foi a ultima vez que você chamou o gerente para falar algo de bom? Faz tempo, não é mesmo? Pois bem, a razão é simples. Crescemos como os muitos “Juninhos”, sendo chamados a atenção apenas pelas nossas “notas” ruins e quase nunca pelas notas boas. Por isso, não chamamos o gerente para dizer que o funcionário é exemplar. Podemos mudar isso. Psicologia Positiva, então, é poder festejar as 9 notas brilhantes do Juninho e ao mesmo tempo também mencionar que ele pode melhorar naquela nota não tão boa. Psicologia Positiva enaltece, chama a atenção do bom e isso gera mais ações positivas. No meu livro, “Sementes de Sonhos”, descrevo outros exemplos, como o do copo meio cheio e o copo meio vazio. Alguém que seja adepto de Psicologia Positiva SEMPRE olha o copo meio cheio e sabe o que a ciência está provando? Essas pessoas tendem a ter seus copos cada vez mais cheios, tão cheios que chegam a transbordar. Pensar positivo é terapêutico. Próxima coluna, trago mais exemplos dessa fascinante área de Psicologia Positiva.

PERGUNTAS TERAPÊUTICAS

     Conforme combinado na última edição, leitores podem escrever para o meu e-mail seeds@seedsofdreams.org com suas perguntas e responderei algumas delas usando um nome fictício com o objetivo de proteger sua identidade.

     A primeira pergunta é do “Gabriel” que vive em Boston: Claudemir, vivo há 8 anos nos Estados Unidos e tenho depressão porque sofro muito sem saber se o preço que estou pagando valeu ou ainda vale a pena. Deixei no Brasil minha esposa, dois filhos e toda minha família que amo. Perdi amigos e parentes nesse período e nunca pude voltar. Alguma sugestão para me ajudar?

     A situação vivida por você, Gabriel, é muito comum e provavelmente alguns de nossos leitores sentem na pele esse sofrimento. Saber se o preço tem valido a pena ou não é algo que só você pode responder. Mas acredito que posso dar algumas dicas. Fazer o bem, quando sofremos, é talvez um dos melhores remédios. Eu, por exemplo, peço para que meus pacientes, como lição de casa, fazer algo de bom para outras pessoas que necessitam de ajuda. Ainda peço que só remarquem uma visita comigo quando tiverem feito essa boa ação. Pode ser desde doar sangue, até visitar asilos ou hospitais. Os resultados parecem milagres. As pessoas começam a ver que seus problemas não são tão graves assim. Se as pessoas fizessem isso com mais freqüência, dificilmente necessitariam de terapias. Garanto!

     Gabriel, o acima é apenas uma idéia. A razão para fazer o  bem, mesmo quando sofremos, é que ao praticar o bem, automaticamente você recebe o bem. É como uma energia positiva que invade sua alma ao saber que você pode ajudar o próximo. No caso mais especifico de sua família, alem dos meios de comunicação, tente escrever cartas surpresas para eles. Não há nada como receber uma carta inesperada. Fica aqui meu desejo que você, Gabriel, como tantos imigrantes que passam por sua situação possam em breve abraçar suas famílias.

     Se você tem alguma pergunta, lembre-se que este espaço é todo seu. Aguardo com carinho sua mensagem no seeds@seedsofdreams.org e até o mês de Junho!

* É jornalista, pós-graduado em Marketing (ESPM) e Comunicação (ESPM), mestrado em Psicoterapia(Stetson University) e doutorando (Barry University) na mesma área com foco em Psicologia Positiva. Claudemir atende no Kratochvil Health Kare. Por favor, envie sua mensagem para seeds@seedsofdreams.org

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